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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (26) Marcos Phelipe de Barros, suspeito de atuar como falso médico em um hospital particular na Zona Leste de São Paulo. O alvo da operação trabalhava no Hospital de Clínicas Jardim Helena.
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O esquema
Segundo as investigações, Barros usava documentos verdadeiros de um médico chamado Nicolas Joseph Della Matta para se passar por profissional habilitado. Outro suspeito, Maike César Silva, também é alvo da polícia e está foragido.
Os números da investigação
Os dois falsos médicos são responsáveis por cerca de 2.000 atendimentos em um período de dois anos. Durante esse tempo, foram registradas nove mortes decorrentes de mau atendimento, de acordo com a apuração policial.
A atuação dos suspeitos
Além de atender no hospital, Barros foi flagrado por policiais há cerca de três semanas atendendo uma paciente na rua e aplicando uma injeção. As investigações apontam que os falsos médicos assinaram pelo menos oito atestados de óbito.
O que diz a defesa
A defesa de Marcos Phelipe de Barros classificou a operação como “midiática e injusta” . Em nota, os advogados afirmaram que Barros é biomédico e que o segundo acusado, Maike César Silva, é instrumentador cirúrgico. A defesa sustenta que, por essa razão, ambos poderiam atuar em ambiente hospitalar e nega que eles atuassem como médicos.
“A defesa dele chamou a operação de ‘midiática e injusta’. Disse ainda que Barros é biomédico e que o segundo acusado, chamado Maike César Silva, é instrumentador cirúrgico e que, portanto, ambos poderiam atuar em ambiente hospitalar. Ela nega que eles atuassem como médicos.”
Sobre o vídeo em que Marcos aparece aplicando uma injeção em uma mulher, a defesa alegou que se trata de uma agulha de insulina e que, portanto, não haveria irregularidade.
A operação
A segunda fase da operação Hipócrates II, conduzida por policiais da delegacia de São Miguel Paulista, tinha como objetivo cumprir sete mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e dois mandados de prisão convertidos em medidas cautelares. A defesa afirmou ainda que o cliente foragido (Maike César Silva) vai se entregar.
O posicionamento do Cremesp
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) afirmou que o exercício ilegal da medicina é “caso de polícia”, uma vez que a atuação do Conselho se limita a profissionais médicos registrados na autarquia. O órgão destacou que disponibiliza o Guia Médico em seu site para que empresas e pacientes possam verificar se o profissional que está atendendo é médico e está com registro regular.
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