🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (06) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (06) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeUma vulnerabilidade crítica batizada de “sshole” permite que atacantes acessem servidores Linux sem a necessidade de senha por meio do OpenSSH — ferramenta amplamente utilizada para proteger conexões remotas. Para explorar a brecha, basta enviar uma string de senha com tamanho entre 257 e 1.024 caracteres. A correção foi disponibilizada na quinta-feira (5).
15 suplementos Essencial Labs com até 53% OFF: vitamina D3, creatina, colágeno e mais – confira
Descoberta por Özgün Kültekin, pesquisador da empresa de segurança Wakefield, a falha não afeta todas as distribuições Linux, mas concentra-se em configurações específicas usadas em servidores leves, ambientes em nuvem e dispositivos da Internet das Coisas (IoT).
Sistemas afetados e condições para o ataque
O problema atinge sistemas que utilizam a biblioteca musl em conjunto com o OpenSSH, desde que tenham o login por senha habilitado e não utilizem o módulo de autenticação PAM.
O Alpine Linux, distribuição popular para contêineres e infraestrutura em nuvem, traz essa combinação por padrão. A Wakefield também identificou riscos potenciais em projetos como OpenWrt (usado em roteadores), Buildroot e Yocto.
De acordo com os mantenedores do Alpine Linux, o risco é direto: “Um atacante que consiga chegar à sua porta SSH pode entrar sem saber nenhuma senha”. Basta uma única conexão bem-sucedida para obter acesso.
As distribuições mais populares para uso geral e servidores corporativos — como Debian, Ubuntu e Fedora — não são afetadas, assim como sistemas OpenBSD, FreeBSD e macOS.
Origem do erro remontava a 2016
A origem do problema está em uma alteração feita no OpenSSH em 2016 para prevenir ataques de temporização (timing attacks). Ao combinar essa lógica com o comportamento da biblioteca musl, o sistema passou a retornar um asterisco (*) ao receber senhas com mais de 256 caracteres. Como o asterisco é o mesmo caractere reservado para sinalizar contas sem senha, o OpenSSH interpretava a tentativa como uma autenticação válida.
Como se proteger
Os desenvolvedores do Alpine Linux disponibilizaram pacotes de correção na quinta-feira (5) para as versões suportadas (incluindo 3.21.10, 3.22.8, 3.23.8 e 3.24.4).
As orientações de mitigação incluem:
-
Atualizar o OpenSSH para a versão 10.6p2 (ou aplicar o patch da distribuição) e reiniciar o serviço SSH imediatamente;
-
Desativar a autenticação por senha (
PasswordAuthentication no), permitindo apenas chaves SSH de segurança; -
Auditar os logs do sistema em busca de registros de login por senha em contas administrativas que não deveriam aceitar esse tipo de acesso.
Receba a Gazeta Brasil em primeiro lugar no Google




































































