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Brasil cria 431 mil empregos formais em fevereiro, o maior saldo desde 2020

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O Brasil gerou 431.995 novos empregos com carteira assinada em fevereiro deste ano, um aumento de 199% em comparação com o mesmo mês de 2024, quando o saldo foi de 144 mil vagas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base no Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), uma plataforma que substitui o antigo e-Social.

O número de admissões no mês foi de 2.579.193, enquanto os desligamentos formais somaram 2.147.197, resultando no maior saldo de empregos já registrado desde a criação do Caged, em janeiro de 2020. A marca também representa um crescimento de 40% em relação a fevereiro de 2024, quando o saldo foi de 307 mil postos de trabalho.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu o recorde de empregos à implementação de programas do governo, como a reindustrialização e incentivos a investimentos no país. A criação de empregos também está alinhada a uma recuperação econômica em diversos setores.

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O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de novas vagas, com 254.812 postos. Em seguida, a indústria criou 69.800 empregos, enquanto o comércio gerou 46.500 novas oportunidades. O setor agropecuário ficou com 19.800 vagas, refletindo uma variação positiva também no campo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil registrou 1.782.761 novos postos formais de trabalho, resultado de 26.078.335 admissões e 24.295.574 desligamentos.

O estoque de vínculos celetistas ativos no país, que se refere à quantidade total de trabalhadores com carteira assinada, atingiu 47.780.769 em fevereiro, marcando uma variação positiva de 0,91% em relação ao mês anterior.

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Durante a divulgação dos números, Marinho também comentou sobre os impactos do aumento da taxa de juros pelo Banco Central, que subiu para 14,25% ao ano. O ministro destacou a importância de um pacto por mais produção para controlar a inflação de maneira sustentável, ressaltando que aumentar juros e restringir crédito pode levar ao desemprego, o que, segundo ele, não seria desejável.

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