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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (3) com o dólar em queda e a bolsa em alta, reagindo a projeções econômicas globais e a movimentações na política fiscal doméstica. O dólar fechou em baixa de 0,68%, cotado a R$ 5,64, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, registrou alta de 0,53%, atingindo 137.507 pontos próximo ao fechamento.
No cenário internacional, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um novo relatório econômico que aponta para a maior desaceleração da economia global desde a pandemia de Covid-19. A organização projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) global crescerá 2,9% em 2025, uma revisão para baixo em relação aos 3,1% previstos em março.
Para a economia dos Estados Unidos, a expectativa de expansão foi revisada para 1,6%, uma redução significativa em comparação com a previsão de 2,2% feita em março. A principal razão para essa revisão é a tensão mundial causada pelas medidas protecionistas e tarifas comerciais aplicadas pelo presidente Donald Trump a outros países.
Outro ponto de destaque do dia foi o relatório Jolts, que monitora o número de vagas de emprego abertas nos EUA. Em abril, o país registrou a abertura de 7,4 milhões de postos de trabalho, superando as expectativas do mercado, que projetavam cerca de 7,1 milhões. A estabilidade no mercado de trabalho americano sugere que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deve adotar uma postura mais paciente, o que pode adiar o início do ciclo de cortes de juros no país.
No Brasil, a OCDE também emitiu um alerta sobre a política fiscal. A organização expressou preocupação quanto à capacidade do país de cumprir a meta de déficit zero em 2025 e superávit de 0,25% em 2026, conforme estabelecido pelo novo arcabouço fiscal. Os principais motivos apontados são os gastos obrigatórios, que continuam pressionando as contas públicas, especialmente com benefícios sociais e pisos constitucionais de saúde e educação.
O relatório da OCDE menciona que “a proposta de reforma do imposto de renda, desenhada para ser neutra do ponto de vista arrecadatório, dificilmente abrirá espaço fiscal adicional para acomodar as crescentes pressões de gastos.”
Paralelamente, o mercado permaneceu atento à questão do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia comunicado que apresentaria ao presidente Lula um novo pacote de medidas fiscais estruturais. Segundo ele, o pacote incluiria “pelo menos uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei amplo”, visando a estabilidade duradoura das contas públicas até 2026.
Contudo, a resolução final sobre o aumento do IOF foi adiada. Haddad informou que se reunirá com líderes partidários apenas no próximo domingo, 8 de junho, para apresentar medidas de ajuste fiscal alternativas ao aumento do imposto. A apresentação formal das medidas ocorrerá somente após essa reunião.





















































