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O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (13) em queda de 0,39%, aos 157.023,27 pontos, em um dia marcado por realização de lucros e pelo desempenho abaixo do esperado de algumas empresas, especialmente a Hapvida. Durante a sessão, o índice chegou a atingir 158.319,14 pontos na máxima e caiu a 156.509,44 pontos no pior momento do dia.
O dólar manteve estabilidade, com leve alta de 0,1%, cotado a R$ 5,298, praticamente sem variação em relação à quarta-feira.
O pregão refletiu o viés negativo de Wall Street, que contribuiu para a realização de lucros no mercado brasileiro. No foco dos investidores, também estiveram o fim do shutdown nos Estados Unidos, negociações comerciais entre Brasil e EUA em torno do chamado “tarifaço” e os indicadores de varejo do país norte-americano.
No mercado doméstico, Hapvida registrou forte queda, com seus papéis chegando a entrar em leilão, após divulgação de resultados trimestrais abaixo das expectativas. O Banco do Brasil também recuou no pregão diante da divulgação de seus números do terceiro trimestre.
Cenário internacional e doméstico
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump sancionou o projeto que encerra o shutdown de 43 dias, a paralisação mais longa da história americana. Com o fim do impasse, os indicadores econômicos atrasados poderão ser divulgados, influenciando as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre a política de juros.
No Brasil, os dados do varejo de setembro mostraram queda de 0,3%, contrariando a expectativa de alta de 0,3%. Na comparação anual, o crescimento foi de apenas 0,8%, abaixo da projeção de 2%, reforçando sinais de desaceleração econômica em meio à política de juros elevados.
Cenário político
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra que Lula segue à frente de Jair Bolsonaro nos cenários de segundo turno para 2026, mas com vantagem menor: 42% a 39%, contra 46% a 36% no levantamento de outubro. O estudo indica também uma redução da diferença do presidente em relação a outros possíveis adversários, mantendo o mercado atento ao cenário político e seu impacto nas projeções econômicas e de juros.