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A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,33% em dezembro e encerrou 2025 em 4,26%, ficando dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo governo. O resultado é o menor desde 2018 e confirma uma trajetória de desaceleração dos preços ao longo dos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A meta de inflação para 2025, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), era de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que fixava o teto em 4,5%. O índice final ficou abaixo desse limite e representou uma melhora significativa em relação a 2024, quando a inflação acumulada chegou a 4,83%.
Diferenças regionais
Entre as capitais brasileiras, Vitória (ES) apresentou a maior variação do IPCA no ano passado, com alta acumulada de 4,99%. O resultado foi fortemente influenciado pelos aumentos da energia elétrica residencial, que disparou 17,48%, e dos planos de saúde, com avanço de 6,33%.
No extremo oposto, Campo Grande (MS) registrou a menor inflação do país, acumulando 3,14% em 2025. A capital foi beneficiada principalmente pela forte queda nos preços de alimentos básicos, como arroz (-31,01%), frutas (-10,83%) e carnes (-2,94%).
Grupos que mais pressionaram a inflação
Quatro grupos de consumo responderam por cerca de 64% do impacto total do IPCA no ano:
- Habitação: teve alta de 6,79% e foi o maior impacto individual no índice, puxado pelo aumento de 12,31% na energia elétrica residencial, reflexo das bandeiras tarifárias e de reajustes regionais.
- Educação: avançou 6,22%, influenciada pelos reajustes anuais das mensalidades escolares.
- Despesas pessoais: subiu 5,87%, com pressão de serviços como cabeleireiro e empregados domésticos.
- Saúde e cuidados pessoais: teve alta de 5,59%, impulsionada principalmente pelos planos de saúde e medicamentos.
Alívio no bolso com alimentos
O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais responsáveis pela desaceleração da inflação. O índice passou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. Produtos essenciais apresentaram quedas expressivas, como o arroz (-26,56%) e o leite longa vida (-12,87%), ajudando a conter o avanço do IPCA.
Esse movimento teve impacto ainda mais relevante para as famílias de menor renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, fechou 2025 em 3,90%, abaixo dos 4,77% registrados no ano anterior, indicando maior preservação do poder de compra básico.
Comportamento em dezembro
Em dezembro, a inflação de 0,33% foi puxada principalmente pelo grupo Transportes, que subiu 0,74%, pressionado pelo aumento das passagens aéreas durante as festas de fim de ano. Em contrapartida, o grupo Habitação apresentou queda de 0,33%, beneficiado pela mudança da bandeira tarifária de energia elétrica, que reduziu o valor da conta de luz no último mês do ano.