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A cerimônia do Globo de Ouro 2026 acontece neste domingo (11), em Los Angeles, nos Estados Unidos, e promete atenção especial para o cinema brasileiro. Considerada uma das principais premiações da temporada e tradicionalmente vista como um termômetro para o Oscar, a festa terá o Brasil representado em três categorias com o filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
O longa concorre aos prêmios de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme em Língua Não Inglesa, além de garantir uma indicação individual para Wagner Moura, que disputa o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama. O ator pode repetir o feito histórico de Fernanda Torres, vencedora da categoria feminina em 2025.
A cerimônia será apresentada pela comediante Nikki Glaser e tem início previsto para 22h (horário de Brasília).
Na categoria de Melhor Filme de Drama, “O Agente Secreto” enfrenta produções de peso, como “Frankenstein”, “Hamnet”, “Foi Apenas um Acidente”, “Valor Sentimental” e “Pecadores”. Já na disputa de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, o longa brasileiro concorre com títulos da França, Coreia do Sul, Noruega, Espanha e Tunísia.
Na categoria de Melhor Ator de Drama, Wagner Moura disputa o prêmio com Joel Edgerton, Oscar Isaac, Dwayne Johnson, Michael B. Jordan e Jeremy Allen White.
Selecionado pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país na corrida pelo Oscar 2026, “O Agente Secreto” é ambientado em 1977, durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia que deixa São Paulo rumo ao Recife em busca de recomeço, mas acaba envolvido em uma trama de vigilância e perseguição em meio ao Carnaval.
Além de Wagner Moura, o elenco reúne nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone e Alice Carvalho. Desde a estreia, o longa já acumulou 54 troféus em 35 premiações, incluindo reconhecimentos de Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes.
A trajetória de Kleber Mendonça Filho reforça o peso da produção brasileira na disputa. Aos 56 anos, o diretor é um dos nomes mais influentes do cinema nacional contemporâneo, com obras consagradas como “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”, além dos documentários “Crítico” e “Retratos Fantasmas”.
O histórico recente favorece as expectativas brasileiras. Em 2025, Fernanda Torres fez história ao se tornar a primeira atriz do país a vencer o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama, por “Ainda Estou Aqui”. Agora, o Brasil volta à premiação com chances reais de repetir o protagonismo internacional.