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Foto: Pedro França/Agência Senado

Justiça

Defesa de Silvinei Vasques pede ao STF que remeta caso à Justiça Eleitoral

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A defesa de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscando a remessa das investigações relacionadas à conduta do cliente nas eleições de 2022 para a Justiça Eleitoral de primeiro grau. O advogado argumenta que o STF não tem competência para processar e julgar Vasques, pois ele não ocupa um cargo específico de autoridade.

Segundo a defesa, a transferência do caso pela Polícia Federal ao STF configura um “erro de grande monta”, pois não há conexão ou continência com atos de indivíduos com prerrogativa de foro. Alega-se que, como Vasques não tem prerrogativa de foro, não há justificativa para seu julgamento pelo STF, que é responsável por casos envolvendo autoridades públicas como parlamentares.

A defesa explica que a conexão somente ocorre quando existe algum liame entre uma e outra infração penal a permitir a unificação de processos que guardam, entre si, algum vínculo. No caso em questão, não há conexão entre as supostas infrações penais atribuídas a Vasques e a conduta de qualquer autoridade com prerrogativa de foro.

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Silvinei Vasques está preso desde agosto do ano passado sob suspeita de uso da máquina pública para interferir nas eleições. Em dezembro de 2023, o ministro do STF Alexandre de Moraes negou um novo pedido de liberdade da defesa. Anteriormente, em novembro, os advogados haviam solicitado sua liberdade, citando preocupações com sua saúde.

A investigação aponta que membros da PRF teriam utilizado recursos humanos e materiais para dificultar o trânsito de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022, sob supostas ordens do então diretor-geral da instituição. A defesa contesta a competência do STF para julgar o caso, enfatizando a necessidade de esclarecer qualquer vínculo entre as alegadas infrações penais e autoridades com prerrogativa de foro.

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