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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na segunda-feira (24) para tratar de comércio, Taiwan e Ucrânia, segundo informações da Casa Branca e de autoridades chinesas.
Durante a chamada, Xi afirmou que o retorno de Taiwan à China continental é “uma parte importante da ordem internacional do pós-guerra”, de acordo com a agência oficial chinesa Xinhua.
Um funcionário da Casa Branca confirmou que a ligação ocorreu na manhã de segunda-feira, mas não divulgou detalhes sobre o conteúdo da conversa.
O diálogo acontece poucos dias depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarar que o Exército do Japão poderia intervir caso a China tomasse medidas contra Taiwan, ilha autogovernada que Pequim reivindica como parte de seu território.
Na conversa, Xi ressaltou que China e Estados Unidos, que lutaram juntos durante a Segunda Guerra Mundial, deveriam “salvaguardar conjuntamente o resultado vitorioso do conflito”.
Segundo Xinhua, Xi também pediu que os dois países “mantenham o impulso nas relações”, após a reunião do mês passado na Coreia do Sul, em que os líderes buscaram aliviar uma guerra comercial devastadora.
Trump e Xi se encontraram em outubro, pela primeira vez desde 2019, em um encontro observado de perto, enquanto as duas maiores economias do mundo permanecem em disputa comercial que envolve desde terras raras até soja e tarifas portuárias, impactando mercados e cadeias de suprimento.
Xi disse a Trump que a reunião “bem-sucedida” na Coreia do Sul “ajudou a calibrar o curso e injetar impulso no avanço constante das relações China-EUA”, informou a Xinhua. Desde então, os laços entre os dois países “se mantêm estáveis e continuam melhorando, o que tem sido amplamente recebido tanto por China e EUA quanto pela comunidade internacional”, acrescentou o líder chinês.
Os dois também discutiram comércio, mas a declaração chinesa não revelou acordos concretos, por exemplo, sobre a compra de soja americana.
A conversa ocorre em meio a tensões geopolíticas crescentes. No fim de semana, líderes do G20 se reuniram na África do Sul em uma cúpula boicotada pelos Estados Unidos, onde alertaram sobre a fragmentação da ordem mundial.
O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que “o G20 pode estar chegando ao fim de um ciclo”, apontando dificuldades para se chegar a um consenso sobre conflitos globais. O governo Trump desconsiderou o encontro, alegando que as prioridades da África do Sul — incluindo cooperação em comércio e clima — iam contra suas políticas.
Enquanto isso, líderes europeus e africanos se reuniram na segunda-feira em Angola para aprofundar laços econômicos e de segurança, com conversas de emergência sobre a Ucrânia também na pauta. Autoridades da União Europeia afirmaram que os europeus trabalham para ajustar um plano do presidente Trump visando encerrar a guerra da Rússia na Ucrânia.