Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo de trégua temporária com Vladimir Putin, a Rússia lançou uma ofensiva massiva contra o território ucraniano na madrugada desta sexta-feira (30). O ataque, que utilizou um míssil balístico e 111 drones de longo alcance, expõe a fragilidade das negociações diplomáticas enquanto o inverno rigoroso castiga a região.
A Força Aérea ucraniana informou que os sistemas de defesa conseguiram neutralizar 80 drones. No entanto, o míssil e os demais aparelhos atingiram 15 localidades. Na região de Zaporizhzhia, as autoridades confirmaram a morte de três pessoas. O foco dos bombardeios foram áreas de fronteira e zonas próximas à linha de frente, causando novos danos à infraestrutura energética já debilitada.
A “Promessa” de Trump e o Silêncio do Kremlin
O ataque ocorre em um momento de confusão diplomática. Na quinta-feira, Trump afirmou ter solicitado pessoalmente a Putin que interrompesse os bombardeios contra Kiev e outras cidades durante uma semana de frio extremo, visando evitar uma catástrofe humanitária com temperaturas que podem chegar a -30°C.
“Pessoalmente, pedi ao presidente Putin que não bombardeasse Kiev nem as cidades e vilas durante uma semana e ele concordou em não fazer isso”, declarou Trump.
Apesar do anúncio otimista de Washington, o Kremlin manteve a cautela. O porta-voz Dmitry Peskov recusou-se a confirmar o pacto, afirmando que a Rússia não comenta conversas privadas. Já o chanceler Serguéi Lavrov subiu o tom, classificando como “imprudentes” as declarações sobre supostas promessas bilaterais.
O Inverno como Arma de Guerra
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, agradeceu a iniciativa de Trump e confirmou que a proposta foi discutida em reuniões trilaterais nos Emirados Árabes Unidos. No entanto, ele alertou para a estratégia russa de “transformar o inverno em uma arma”.
Com milhões de civis sem acesso a eletricidade e calefação, a situação humanitária é crítica. A ONU continua monitorando o aumento no número de vítimas civis e adverte que o quarto ano de guerra está sendo um dos mais letais para a população.
Expectativa por Acordo de Paz
Apesar da persistência dos combates, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, manifestou otimismo sobre as negociações nos Emirados. Segundo ele, há uma esperança crescente de que um acordo de paz definitivo possa ser concretizado em breve. Uma nova rodada de encontros diplomáticos está prevista para este domingo.