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Instalações do campo de gás South Pars, no sul do Irã, foram atingidas nesta quarta-feira por ataques atribuídos a forças israelenses e americanas, provocando um incêndio na Zona Econômica Especial de Energia de Asaluyeh, informou a televisão estatal iraniana.
O subgovernador da província de Bushehr, Ehsan Jahanian, confirmou que projéteis atingiram as instalações e que equipes de bombeiros foram deslocadas para conter as chamas. Até o momento, não há informações sobre vítimas nem sobre a extensão exata dos danos.
O campo de South Pars, compartilhado com o Catar, é a maior reserva de gás conhecida no mundo e fornece cerca de 70% do gás natural consumido internamente pelo Irã, essencial para consumo doméstico e geração de eletricidade. Um ataque sustentado à infraestrutura poderia paralisar setores industriais, afetar o aquecimento de milhões de lares e reduzir drasticamente a capacidade energética do país.
Em resposta, o comando operacional iraniano Khatam Al Anbiya afirmou que “golpeará seriamente a fonte da agressão” e mira a infraestrutura de combustível, energia e gás dos países envolvidos nos ataques. A televisão estatal iraniana divulgou uma lista de “alvos legítimos”, incluindo instalações petrolíferas e gasíferas de Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, afirmando que serão atacados nas próximas horas. O Irã acusa as monarquias do Golfo de permitir o uso de seus territórios e espaço aéreo para ações militares americanas.
O complexo de South Pars já havia sido alvo de ataques em junho do ano passado, durante um conflito de 12 dias, quando Israel atingiu instalações iranianas, em um dos golpes mais audaciosos contra a infraestrutura econômica da República Islâmica. O novo ataque indica uma retomada da estratégia por Israel e Estados Unidos, visando não apenas objetivos militares e políticos, mas também pilares econômicos estratégicos do país.
O impacto do ataque também pode reverberar globalmente. Qualquer dano significativo à produção de gás e petróleo pressionaria ainda mais os mercados energéticos, especialmente diante do fechamento parcial do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial.
O episódio ocorre em meio ao conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos lançaram ataques que resultaram na morte do líder supremo Aiatoalá Alí Khamenei, dando início a uma guerra que se espalhou por toda a região. Desde então, as potências têm atingido instalações militares, nucleares e energéticas iranianas, enquanto o Irã responde com mísseis contra Israel e ataques à navegação no Golfo Pérsico.