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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira que o Irã já não tem capacidade de enriquecer urânio nem de produzir mísseis balísticos, após cerca de 20 dias de ofensiva aérea realizada em conjunto com os Estados Unidos.
“Estamos vencendo e o Irã está sendo dizimado”, declarou o líder israelense durante coletiva de imprensa. Segundo ele, os bombardeios destruíram instalações estratégicas, incluindo fábricas, arsenais e estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.
De acordo com Netanyahu, a operação militar tem como foco os centros de produção e montagem de mísseis, além de instalações voltadas ao desenvolvimento de armamentos nucleares. “Estamos destruindo as fábricas que produzem componentes para esses mísseis e para armas nucleares”, afirmou.
O primeiro-ministro também disse que grande parte do arsenal de drones e mísseis do Irã foi neutralizada e que a infraestrutura militar do país sofreu danos severos. Para ele, a capacidade de reação iraniana está limitada, e o regime enfrenta um cenário crítico. “O Irã já não tem ferramentas para ameaçar Israel nem a região”, declarou.
Ao comentar a situação interna iraniana, Netanyahu afirmou que eventuais mudanças políticas dependerão da própria população. “Cabe ao povo do Irã decidir quando se levantar”, disse, sugerindo que a pressão militar e econômica pode gerar instabilidade no país.
Sobre os próximos passos da ofensiva, o premiê indicou que, embora a campanha esteja centrada em ataques aéreos, não descarta o envio de tropas terrestres. “Haverá um componente terrestre. Existem muitas possibilidades para essa fase”, afirmou, sem detalhar prazos ou estratégias.
Netanyahu também negou que Israel tenha pressionado os Estados Unidos a iniciar a ofensiva. Ao comentar a relação com o presidente Donald Trump, ele ironizou: “Alguém realmente acredita que é possível dizer ao presidente Trump o que fazer?”.
Segundo o premiê, Israel agiu por conta própria em ataques ao complexo gasífero de Asaluyeh, um dos maiores do Irã, e posteriormente atendeu a um pedido dos EUA para evitar novas ações desse tipo.
O líder israelense ainda criticou a estratégia iraniana de ameaçar o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. “Não vão conseguir”, afirmou.
O conflito já provoca impactos no mercado internacional de energia, com ataques a infraestruturas em países como Qatar, Arábia Saudita e Kuwait, além de Israel, elevando os preços do petróleo e do gás. Apesar da escalada, Netanyahu disse acreditar que a guerra pode terminar “mais rápido do que muitos imaginam”.
Ele concluiu afirmando que Israel continuará a ofensiva até “destruir a máquina de guerra do regime iraniano” e garantir a segurança regional.




















































