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O governo dos Estados Unidos pretende protocolar ao menos 250 processos para revogar a cidadania de norte-americanos naturalizados até o dia 30 de setembro de 2026, data que marca o encerramento do atual ano fiscal do país. A informação foi confirmada por um funcionário do Departamento de Justiça à emissora CBS News nesta quinta-feira (18).
Aumento drástico: O volume de ações planejadas para este ciclo é mais de 20 vezes superior à média histórica registrada entre 1990 e 2017, quando o país movia cerca de apenas 11 processos de desnaturalização por ano.
A iniciativa amplia drasticamente o uso da chamada desnaturalização, um mecanismo jurídico que permite ao Estado retirar a cidadania de indivíduos que a obtiveram por meio de fraudes, omissões ou informações falsas durante o processo migratório. Nas últimas semanas, o Departamento de Justiça já protocolou dezenas de ações dentro da nova estratégia, que integra o endurecimento das políticas migratórias adotadas pela administração do presidente Donald Trump.
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Quem pode ser alvo das ações?
Os processos atingem exclusivamente cidadãos naturalizados — ou seja, pessoas que nasceram fora dos EUA e, posteriormente, cumpriram os requisitos para obter a cidadania. Atualmente, o país conta com cerca de 24 milhões de cidadãos nessa condição.
A legislação norte-americana autoriza a revogação do direito quando há provas robustas de que ele foi concedido de forma ilegal. Os principais alvos são casos que envolvem:
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Omissão de antecedentes criminais no país de origem ou em solo americano;
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Fornecimento de dados de identidade ou histórico falsos;
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Fraude documental estruturada durante as etapas de imigração.
Em 2025, o governo norte-americano já havia ampliado o leque de categorias consideradas prioritárias para a perda de cidadania, embora as autoridades federais evitem detalhar publicamente quais perfis específicos passaram a integrar essa lista de monitoramento.
Defesa e consequências jurídicas
Todos os cidadãos processados terão amplo direito à defesa e poderão contestar as acusações nos tribunais. Para obter o sucesso na revogação, os promotores do governo precisarão convencer juízes federais — individualmente — de que houve má-fé ou irregularidade grave no processo original de concessão.
Caso a Justiça dê ganho de causa ao governo, os indivíduos perdem imediatamente todos os direitos vinculados à cidadania americana (como o direito ao voto e ao passaporte do país). Na prática, eles retornam ao status migratório imediatamente anterior — normalmente o de residente permanente (green card) — e ficam vulneráveis a responder a processos subsequentes de deportação para seus países de origem.
O Departamento de Justiça confirmou que continuará apresentando novas ações em ritmo acelerado até o fechamento do calendário fiscal, em setembro de 2026.





















































