CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Witzel propina

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, quem intermediou a contratação de sua esposa, Helena, pelo Hospital Jardim Amália (Hinja), segundo o MPF. De acordo com os procuradores, foi revelado que, por meio da quebra de sigilo das comunicações, ele quem enviou para a mulher uma minuta de contrato de honorários, por e-mail.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações estão na decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, que afastou Witzel do cargo.

De acordo com o MPF, Witzel recebeu o documento do advogado Victor Zamprogno, que já trabalhava para o Hinja. A proposta era de pagamento, pela GLN Serviços, de R$ 30 mil por mês a Helena Witzel, descontados R$ 10 mil por mês nos primeiros dois anos por causa de um adiantamento de R$ 240 mil.

Só que, segundo os investigadores, Helena recebeu R$ 280 mil, de acordo com documentos apreendidos no escritório dela em diligências no dia 26 de maio. E nada indica que Helena tenha prestado serviços advocatícios para o hospital.

O hospital Jardim Amália (Hinja) é do ex-prefeito de Volta Redonda Gothardo Lopes Netto, preso nesta sexta-feira (28), por decisão de Benedito.

“Na sequência, WILSON JOSÉ WITZEL encaminhou a minuta de contrato para si próprio , às 11h20min do mesmo dia, mais uma vez”, diz a peça. “Demonstrado que era ele próprio quem cuidava do contrato, mantendo uma cópia consigo”, diz trecho do relatório do MPF.

De acordo com a PGR, os elementos com relação a cada uma das empresas, “apontam a forma pela qual o escritório da primeira-dama Helena Witzel, casada em regime de comunhão universal de bens com o Governador Wilson Witzel, foi utilizado para receber dinheiro oriundo de corrupção e lavar ativos provenientes da organização criminosa”.

Confira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE