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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, deverá propor um projeto para criar juizados especializados em crimes cometidos na internet, de acordo com deputadas que conversaram com o ministro nesta quarta-feira (28).
Fux demonstrou entusiasmo com a ideia e disse, segundo elas, que elaboraria e enviaria um projeto. Porém, ele não teria dado prazo para isso.
As deputadas que participaram da conversa foram Luísa Canziani (PTB-PR), Margarete Coelho (PP-PI) e Celina Leão (PP-PI). Era esperada também a presença do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mas ele não compareceu.
“Nossa iniciativa é no sentido de procurar o Judiciário para que encaminhe à Câmara um projeto para criar e regulamentar os Juizados Especiais Digitais”, disse Canziani antes da reunião com Fux, na sede do STF, em Brasília.
“O presidente ficou muito entusiasmado com a expectativa”, disse a deputada na saída. Ela afirmou que Fux já acionou sua equipe e que levaria o tema ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
“Teremos juizados especializados em questões digitais, com a agilidade que as questões digitais requerem”, disse Margarete. “Os crimes na internet exigem uma agilidade, uma especialidade e uma renovação constante”, declarou. “Em um segundo você consegue destruir a honra de alguém”, afirmou a deputada sobre a velocidade da internet.
A ideia é que um departamento especializado pode tornar mais rápidos processos de crimes não muito graves nem complexos praticados na internet. Por exemplo, crimes contra a honra.
Luísa Canziani também citou “notícias falsas” como passíveis de serem apuradas pela possível nova estrutura judicial.
A proposição do projeto precisa ser do Judiciário para não esbarrar no chamado “vício de iniciativa”. Ou seja: o Legislativo não pode, formalmente, fazer propostas sobre o funcionamento da Justiça.
Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro vetou uma proposta aprovada pelo Congresso para criar juizados digitais. De acordo com o Planalto, a proposta usurpava “competência privativa do Poder Judiciário”.




















































