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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (12/12) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um “gesto gigante” em favor da anistia no Brasil, ao apoiar a retirada das sanções da Lei Magnitsky que atingiam o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci.
“É muito simples a leitura que eu faço com relação a retirada da Magnitsky sobre o Alexandre de Moraes: foi o governo Trump fazendo um gesto gigantesco pela anistia no Brasil. Ele fala de um passo inicial que está sendo dado. Lembrando que o projeto da dosimetria, que não é a anistia, está para ser votado no Senado Federal agora, na semana que vem, e há oportunidade de melhorar esse projeto”, disse Flávio.
Para o senador, a decisão marca um “primeiro passo” para que as relações entre Brasília e Washington voltem à “normalidade democrática”. Ele também expressou otimismo quanto à economia, afirmando que não há dúvida de que o próximo movimento dos EUA será remover totalmente as sobretaxas sobre produtos brasileiros. “Então eu fiquei muito feliz com essa notícia. Esperamos que não existam vaidades, esperamos que exista responsabilidade, para que possamos resolver os nossos próprios problemas aqui no Brasil. E começar finalmente a retomar alguma normalidade institucional e democrática em nosso país”, declarou.
A retirada das sanções da Lei Magnitsky foi oficializada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro dos EUA, nesta sexta-feira. O comunicado não detalhou as razões da decisão, que ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar diretamente a Trump a reversão das medidas.
As sanções, aplicadas anteriormente contra Moraes e sua esposa, haviam ampliado a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, com acusações públicas de integrantes do governo norte-americano e articulações de parlamentares bolsonaristas nos EUA para intensificar punições contra ministros do STF.
Na última semana, Trump afirmou ter tido uma “conversa produtiva” com Lula sobre comércio, crime organizado, tarifas alfandegárias e sanções a autoridades brasileiras, destacando que enxerga “muitas coisas boas” na relação bilateral daqui para frente.