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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUma russa suspeita de atuar como agente da inteligência ucraniana foi detida e cumprirá prisão preventiva de dois meses na Crimeia ocupada. Ela é acusada de envolvimento na explosão que matou Robert Shageev, de 49 anos, ex-comandante de um submarino ucraniano que desertou para a Rússia.
Margarita Reutt, de 32 anos, responde por terrorismo resultante na morte de um oficial sênior da Frota do Mar Negro. Se condenada por múltiplos crimes, sua pena pode chegar a até 30 anos de prisão.
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Segundo as investigações, Reutt teria detonado uma bomba escondida em uma lixeira no momento em que a vítima passava pela cidade portuária de Sebastopol. Shageev morreu no local em decorrência dos ferimentos.
Perfil da vítima
Em 2014, Shageev comandava o único submarino da Ucrânia, o Zaporizhzhia, e desertou para as forças russas durante a anexação da Crimeia promovida por Vladimir Putin. Após a deserção, ele assumiu um posto sênior na Frota do Mar Negro.
Suspeito de liderar a brigada responsável pelo disparo de mísseis Kalibr contra bairros residenciais e infraestruturas civis ucranianas, Shageev era considerado pela Ucrânia como um dos maiores “traidores” de suas Forças Armadas.

A vítima foi identificada separadamente como Robert Shageev (na foto), de 49 anos, apontado como uma figura de alto escalão. Segundo relatos, ele foi morto quando a mulher — agindo sob ordens da inteligência ucraniana — detonou uma bomba que havia escondido em uma lixeira enquanto ele passava pelo local.
Investigação e acusação
O Tribunal Leninsky, em Sebastopol, decretou a prisão preventiva de Reutt enquanto o Serviço Federal de Segurança (FSB) conduz as investigações. Sob interrogatório promovido pelas autoridades russas, ela se recusou a demonstrar remorso pela morte do oficial.
A legislação russa estabelece um teto de 20 anos de prisão para mulheres em acusações individuais de terrorismo, mas a soma de acusações correlatas pode elevar a pena para até três décadas atrás das grades.
Perfil da suspeita
Nascida em Yaroslavl, Reutt faliu uma agência de viagens no passado e, posteriormente, trabalhou como bióloga na fabricação de supositórios vaginais à base de extratos florais. Veículos da imprensa russa relatam que ela também mantinha perfis em sites de acompanhantes. Não há confirmação sobre quando ou como teria ocorrido seu recrutamento pela inteligência da Ucrânia.
Em 2024, durante uma viagem de trem, Reutt teria gritado “Bem feito, russos!” ao presenciar o impacto de um ataque de drones ucranianos contra uma estação ferroviária. Ela também já havia declarado publicamente ter “vergonha de ser russa”. Reutt costumava viajar com frequência pelo país e ao exterior — com destino recorrente ao Egito e à Turquia. De acordo com o canal Mash, ela pretendia fugir para o exterior a partir de Sochi logo após a execução do atentado.
Reação de conhecidos
Em um vídeo gravado no local da explosão, uma amiga do oficial desabafou sobre os “tempos terríveis” provocados pelo conflito.
“Estou sem palavras porque conheço pessoalmente esse homem e sua família. Passei de carro aqui mais cedo e não sabia que era ele. Depois descobri”, lamentou.
Ela direcionou duras críticas à acusada, chamando-a de “meia-mulher” e criticando sua falta de arrepio. “Ela nem se arrepende de ter tirado a vida de um homem e deixado uma família e crianças sem pai”, declarou. A esposa de Shageev, Alla, preferiu não se manifestar.






















































































