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O dólar fechou em alta de 0,72% nesta quinta-feira (10), cotado a R$ 5,5426, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em 1º de agosto, provocou reação imediata nos mercados. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,6213.
A tensão também afetou a Bolsa de Valores brasileira. O Ibovespa recuou 0,54%, encerrando o pregão aos 136.743 pontos. Entre os papéis mais afetados, destaque para a Embraer, que registrou queda superior a 3%, sendo uma das companhias mais impactadas pelas novas tarifas.
O principal índice da B3 chegou a ultrapassar os 137,4 mil pontos na máxima do dia, mas atingiu a mínima de 136 mil pontos. No acumulado de julho, o Ibovespa já registra perda de 1,44%, embora ainda apresente alta de 14,07% no ano.
Com a decisão, o Brasil tornou-se o país mais afetado entre os 22 que receberam cartas de Trump esta semana, informando a imposição de novas tarifas comerciais. Segundo a Casa Branca, os percentuais variam conforme os interesses estratégicos dos Estados Unidos, e o Brasil foi alvo da alíquota mais elevada.
Além da nova taxação, o Brasil já havia sido atingido em abril por uma tarifa de 10% e continua sujeito às cobranças de 50% sobre o aço e o alumínio, que permanecem em vigor como tarifas setoriais.
Ao justificar a medida, Trump voltou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou seu julgamento no Supremo Tribunal Federal, classificando o caso como uma “vergonha internacional”. O presidente americano também afirmou que países do Brics, como o Brasil, estão sujeitos a tarifas ainda maiores — de até 100% — caso não alinhem seus interesses comerciais aos dos EUA.