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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou, neste domingo (26), o encarregado de negócios da Ucrânia em Teerã para protestar formalmente contra o ataque a um navio mercante iraniano no Mar Cáspio, ocorrido na madrugada de sábado (25). O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, alertou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que a ação “não ficará sem resposta”.
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O diplomata ucraniano foi recebido por Manuchehr Moradi, diretor-geral do departamento de Eurásia do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que transmitiu o “enérgico protesto” de Teerã contra o que classificou como um ato “hostil e criminoso”. As autoridades iranianas ressaltaram que o país defenderá “com firmeza” sua segurança e seus interesses nacionais.
Acusações e reações
Em publicação nas redes sociais, o chanceler Araqchi denunciou que o ataque constituiu “uma flagrante violação da Carta da ONU, perpetrada a instâncias de Israel para arrastar a Europa ao conflito”.
Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores do Irã informou em nota oficial que a explosão causou a morte de um marinheiro e deixou outro ferido. Teerã classificou a ofensiva como um “ato de agressão” com potencial de “avivar ainda mais a guerra e ampliar o conflito regional”.
A posição de Kiev
As acusações iranianas ocorrem após o presidente Volodymyr Zelensky ter declarado, no sábado (25), que forças ucranianas atingiram um navio de guerra russo e embarcações utilizadas para o transporte de carga militar vinculadas ao Irã no Mar Cáspio. O líder ucraniano, contudo, não identificou nenhum navio mercante específico e nem confirmou o ataque direto contra a embarcação citada por Teerã.
Articulação diplomática
O chanceler Araqchi informou ter mantido conversas de urgência com a alta representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, e também com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Contexto e tensões
O Mar Cáspio converteu-se em um ponto estratégico nas tensões entre Moscou, Teerã e Kiev. A Ucrânia acusa o governo iraniano de fornecer drones e insumos militares à Rússia. Por sua vez, Kiev acusa o Kremlin de prestar suporte militar a Teerã no contexto do conflito com Estados Unidos e Israel.
Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou incursões focadas em romper a cadeia de suprimentos marítima utilizada pela Rússia. Teerã, por sua vez, nega qualquer participação direta na guerra entre russos e ucranianos, declarando que exercerá seu direito à legítima defesa e responsabilizando o governo de Kiev pelas desdobramentos do ataque.
















































































