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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, classificou como “desrespeitosas” e “incompatíveis com a civilidade” as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes. Durante a convenção nacional do PL neste sábado (25), Milei proferiu ofensas a Moraes e criticou a decisão do magistrado que o impediu de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Vídeo no final da matéria).
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“O lixo careca não me permitiu visitar meu amigo, injustamente encarcerado, quando sei que Lula cansou de receber dirigentes do exterior quando estava preso, entre eles o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernández”, declarou Milei.
O presidente argentino afirmou ainda que o Brasil enfrenta um “risco Lula”, classificou o socialismo como “lixo” e sustentou que a esquerda causou prejuízos ao país. Milei participou do encontro em São Paulo que oficializou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Resposta institucional do STF
Em nota oficial, Fachin pontuou que Milei fez uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição”. O presidente do STF manifestou repúdio a declarações que ferem a diplomacia e a convivência democrática.
“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil. Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, diz a íntegra da nota divulgada por Fachin.
Negativa da visita
Em 18 de julho, o ministro Alexandre de Moraes indeferiu o pedido de autorização para que Milei visitasse Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária. O magistrado destacou que o ex-presidente já se encontrava sob restrição de visitas pelo prazo de 30 dias, sanção aplicada após a divulgação não autorizada de uma “Carta aos Brasileiros” nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro.
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