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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, informou nesta sexta-feira que o governo está avaliando proibir o acesso de engenheiros estrangeiros aos sistemas do Departamento de Defesa. A medida tem como foco principal profissionais de países considerados adversários, como a China.
A manifestação de Hegseth foi uma resposta a um alerta feito pelo senador republicano Tom Cotton. Em uma carta enviada ao governo na quinta-feira, o senador expressou sua preocupação após tomar conhecimento de um relatório que afirma que a Microsoft emprega engenheiros chineses na manutenção de sistemas críticos do Pentágono.
Em seu comunicado, Cotton argumentou que essa prática coloca em risco dados altamente sensíveis dos EUA, expondo-os a um “inimigo estrangeiro”. Ele também apontou que, para esses casos, a empresa estaria usando cidadãos americanos como “escoltas digitais” para supervisionar o trabalho dos engenheiros chineses. Contudo, o senador alertou que esses supervisores, em geral, não possuem a formação técnica necessária para identificar possíveis condutas suspeitas.
“O governo dos Estados Unidos reconhece que as capacidades cibernéticas da China representam uma das ameaças mais agressivas e perigosas para o país, como demonstra a infiltração em nossa infraestrutura crítica, redes de telecomunicações e cadeias de suprimento”, escreveu Cotton em sua carta. Ele acrescentou que o Departamento de Defesa deve se proteger contra todas as ameaças em sua cadeia de suprimentos, incluindo aquelas vindas de subcontratados.
Em resposta, Pete Hegseth usou sua conta na rede social X para reforçar o alerta e tranquilizar a população. “Estou totalmente de acordo. Nossa equipe já está investigando isso o mais rápido possível”, declarou. O secretário também destacou a importância de proteger a cadeia de suprimento militar de todas as ameaças.