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O mercado financeiro voltou a reduzir suas expectativas para a inflação nos próximos anos, conforme mostra o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central. A projeção para o IPCA de 2025 caiu de 5,17% para 5,10%, marcando a oitava revisão seguida para baixo. Apesar da queda, o número continua acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% — considerando a meta central de 3% e a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Para 2026, a estimativa para a inflação também recuou, passando de 4,50% para 4,45%. Já a projeção para 2027 foi mantida em 4,00%.
As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiram praticamente estáveis. Houve leve ajuste para baixo apenas em 2026, com a projeção caindo de 1,89% para 1,88%. Para 2025, a expectativa continua em 2,23%, e para 2027, em 2,00%.
No câmbio, o mercado manteve as projeções anteriores. A cotação do dólar ao fim de 2025 segue estimada em R$ 5,65, mesmo valor previsto para o encerramento de 2026. Para 2027, houve uma leve redução, de R$ 5,71 para R$ 5,70.
A taxa básica de juros (Selic) também não apresentou alterações nas projeções: 15% ao ano em 2025, 12,50% em 2026 e 10,50% em 2027.
Na balança comercial, a expectativa para o superávit de 2025 recuou de US$ 70,9 bilhões para US$ 69,3 bilhões. Para 2026, a projeção caiu de US$ 77,9 bilhões para US$ 75,2 bilhões.
Já a previsão de entrada de investimento estrangeiro direto no Brasil permaneceu estável: US$ 70 bilhões tanto para este ano quanto para 2026.