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🧡 Ver Ofertas na ShopeeIntegrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) picharam o muro da Embaixada dos Estados Unidos, localizada na Asa Sul, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (13). O movimento afirmou que a ação foi uma “intervenção contra a indústria da guerra e o imperialismo dos EUA”.
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Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o perfil oficial do MST informou que o ato foi realizado pela Juventude Sem Terra e pelo Levante Popular da Juventude. Imagens divulgadas nas redes mostram militantes vestindo camisetas camufladas e chapéus que remetem ao personagem “Tio Sam”, além da queima de uma bandeira norte-americana em frente ao prédio.
O que diz a Embaixada
Em nota oficial, a Embaixada dos Estados Unidos classificou o episódio como inaceitável. “A Embaixada dos Estados Unidos está ciente dos atos de vandalismo em nossas dependências. Tais atos são inaceitáveis, e estamos trabalhando com as autoridades locais. Os EUA continuam comprometidos em dialogar com o povo brasileiro e em garantir a segurança de nossos funcionários e instalações. As atividades consulares seguem normalmente”, diz o comunicado.
Viaturas da Polícia Civil e da Polícia Militar do Distrito Federal foram acionadas e compareceram ao local. Funcionários da representação diplomática iniciaram os trabalhos para apagar as pichações logo após o encerramento do protesto.
Contexto de tensão diplomática
A vandalização ocorre em meio a um momento de forte fricção entre a diplomacia brasileira e a norte-americana. O principal estopim é a decisão do governo brasileiro de segurar a aprovação de Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a embaixada dos EUA em Brasília.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por deixar o processo pendente, planejando conceder o agrément (o consentimento oficial do país receptor) somente após o resultado do segundo turno das eleições.
A crise escalou no último dia 4 de agosto, quando o Departamento de Estado dos EUA revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, como retaliação pela demora brasileira. O Senado norte-americano chancelou o nome de Perez no dia 7 de agosto.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, há o entendimento de que os canais de interlocução entre a embaixada brasileira e o Departamento de Estado já vinham sofrendo desgastes antes mesmo da cassação do visto de Viotti. Até o momento, interlocutores do governo sinalizam que o aval de Lula para a nomeação de Perez não será acelerado em reação à pressão de Washington.
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