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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou confiscar embarcações europeias “em qualquer parte do mundo” caso os países do continente avancem com a apreensão de navios da chamada “frota fantasma” russa. A declaração foi feita durante uma visita de trabalho ao cruzador lançador de mísseis Variag, na ilha de Sacalina, no Extremo Oriente russo.
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Putin afirmou que Moscou responderá de forma “simétrica” se governos europeus confiscarem cargueiros russos. Segundo o mandatário, a reação não se limitaria ao mesmo espaço marítimo onde ocorresse a apreensão e poderia ser executada onde a Rússia considerar necessário, incluindo a área de responsabilidade da Frota do Pacífico.
Acusações de “pirataria”
Durante a visita ao Variag, Putin afirmou que alguns governos europeus estão agindo “em violação do direito marítimo internacional” ao limitar o trânsito de embarcações de operadores econômicos russos. Ele classificou a intenção de apreender os navios e vender suas cargas como “pirataria e saque”.
A advertência ocorre em meio ao endurecimento da pressão da União Europeia sobre a frota mercante russa utilizada para contornar sanções. O bloco ampliou as restrições contra centenas de cargueiros, e governos europeus estudam medidas de controle marítimo mais severas. Putin vinculou esse debate à possibilidade de que as inspeções avancem para a requisição forçada dos bens russos.
Demonstração militar no Pacífico
A declaração foi reforçada pelo contexto militar da visita. Putin percorreu o cruzador usando trajes navais e classificou as manobras como necessárias para manter a prontidão de combate e proteger os interesses do país na região Ásia-Pacífico.
O almirante Víktor Líina, comandante da Frota do Pacífico, afirmou que o agrupamento “conta com forças para deter navios de países hostis” e que as tripulações estão prontas para dar início a essas missões.
Críticas à Otan e ao Japão
Putin acusou a Otan de aumentar a tensão na Ásia-Pacífico e no Ártico, afirmando que a aliança busca abrir caminho na região e prepara o deslocamento de novos sistemas de armas que criam ameaças à segurança russa.
O presidente também estendeu as críticas ao Japão pelas “sanções injustificadas” impostas contra a Rússia em razão da guerra na Ucrânia. Ele afirmou que Moscou não tem reivindicações contra Tóquio, embora tenha relembrado a disputa territorial pelas ilhas Curilas, cujo status, segundo ele, foi definido pelos resultados da Segunda Guerra Mundial.
O Kremlin deixou claro que uma eventual apreensão europeia de navios russos receberia uma resposta global. A mensagem principal foi que Moscou se reserva o direito de agir onde considerar conveniente, com o apoio logístico e militar de sua frota no Extremo Oriente.



















































































