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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, anunciou nesta sexta-feira (25) que a entidade está organizando uma missão empresarial para os Estados Unidos nas próximas semanas. O objetivo é debater a possível aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil, medida que pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
Durante o Fórum Nacional das Indústrias, Alban explicou que a mobilização busca sensibilizar tanto empresas brasileiras quanto norte-americanas, junto aos seus respectivos governos, sobre os prejuízos que a sobretaxação poderá causar para ambos os países.
“Hoje temos a oportunidade de discutirmos a conveniência e adequação da necessidade de juntarmos empresas brasileiras e americanas num futuro próximo, duas ou três semanas, em caso se confirmada a tarifa de 50%, para que possamos fazer uma viagem aos Estados Unidos para sensibilização das empresas brasileiras, junto ao governo brasileiro, na sensibilização das empresas americanas, junto ao governo americano”, afirmou.
O presidente da CNI ressaltou que a iniciativa visa facilitar negociações com foco nos interesses comerciais e econômicos, sem envolver a política diretamente. “Isso para que possamos ser um facilitador dessa convergência de negociações, sem estar nessa mesa de negociação a presença política do tema, mas sim os interesses comerciais e econômicos”, completou.
Ricardo Alban ainda destacou que os empresários podem ser um “indutor” nas negociações, e que a viagem pode ajudar na sensibilização dos dois lados, embora tenha frisado que as negociações formais cabem exclusivamente aos governos. “Não é envolvendo, jamais, qualquer negociação direta, porque isso cabe aos governos”, explicou.
A CNI já havia destacado na quinta-feira (24) que os investimentos de empresas norte-americanas no Brasil cresceram 229% entre 2014 e 2024, evidenciando a importância das relações econômicas entre os países.
A tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incide sobre produtos exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano. Segundo Trump, essa taxa seria aplicada a países com os quais a relação comercial “não tem sido boa”.
A CNI avalia que a aplicação dessa tarifa poderá causar “prejuízos mútuos” para Brasil e Estados Unidos, e busca com a missão empresarial evitar o impacto negativo da medida.