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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve nesta terça-feira (26) a prisão de Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, investigado por enviar ameaças ao humorista e youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca.
Além disso, a Justiça converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de Cayo e de seu amigo, Paulo Vinicios Oliveira Barbosa, de 21 anos, suspeitos de invadir sistemas do poder público para acessar dados sigilosos.
Cayo foi preso em Olinda pela Polícia Civil de São Paulo por supostamente enviar e-mails com ameaças a Felca. A ação ocorre após o youtuber publicar, em 6 de agosto, o vídeo-denúncia “Adultização”, sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes na internet.
Os dois suspeitos passaram por audiência de custódia na Central Especializada das Garantias da Comarca do Fórum de Olinda, presidida pelo juiz José de Andrade Saraiva Filho. Segundo o TJPE, durante a sessão foi homologado o cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O mandado era apenas contra Cayo, mas Paulo Vinicios foi detido porque, no momento da prisão do amigo, seu computador estava aberto em um sistema restrito da Secretaria de Defesa Social (SDS). Com isso, ambos foram presos em flagrante pelo crime de “invasão de dispositivos informáticos”, e a prisão foi convertida em preventiva.
“Entendo ser incabível a concessão da liberdade provisória para ambos, considerando a presença de indícios suficientes de autoria e prova da materialidade por meio dos depoimentos colhidos pela autoridade policial e auto de apresentação e apreensão acostados aos autos”, afirmou o juiz na decisão.
O delegado Guilherme Caselli, da Polícia Civil paulista, solicitou que Cayo Lucas fosse transferido para São Paulo, onde tramita a investigação sobre as ameaças contra Felca. No entanto, ambos foram levados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, onde permanecem à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos confessaram comprar credenciais para acessar sistemas de polícias e secretarias de segurança de todo o Brasil, oferecendo os dados por meio do Telegram e prometendo até bloquear contas bancárias de qualquer pessoa.
Além disso, Cayo Lucas é investigado por participação em uma quadrilha que promovia exploração sexual de crianças e adolescentes, vendendo material de abuso infantil nas redes sociais, segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.
A polícia aponta que o envolvimento de Cayo com esses crimes pode ter motivado as ameaças enviadas por e-mail a Felca no dia 16 de agosto. Em uma das mensagens, enviada às 5h30, o remetente escreve:
“Você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos” – em referência a uma das denúncias do vídeo de Felca. A mensagem prossegue com ameaças: “Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida”, “prepara pra morrer” e “você vai pagar com a sua vida”. Um segundo e-mail, enviado às 8h05, reforça as ameaças.