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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA jornalista Adriana Araújo, âncora do Jornal da Band, utilizou o espaço do telejornal na noite de sexta-feira (21) para manifestar indignação contra uma decisão recente da Justiça de Minas Gerais. O Tribunal de Justiça (TJMG) absolveu um homem de 35 anos que havia sido condenado em primeira instância pelo estupro de vulnerável de uma criança de 12 anos.
Adriana Araújo: Se o estuprador falar que tem afeto deixa de ser criminoso. Essa é a decisão do TJ de Minas. pic.twitter.com/RiYPYFwctq
— Rádio BandNews FM (@radiobandnewsfm) February 20, 2026
A decisão da 9ª Câmara Criminal, liderada pelo voto do desembargador relator Magid Nauef Láuar, reformou a sentença anterior que previa nove anos e quatro meses de reclusão para o réu.
O caso ocorreu em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. Ao votar pela absolvição, o desembargador Magid Nauef Láuar argumentou que o réu e a vítima possuíam um “vínculo afetivo consensual”. Segundo o magistrado, o caso teria “peculiaridades” que justificariam a não aplicação automática das normas do Código Penal e dos precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Pela lei brasileira, qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos configura estupro de vulnerável, independentemente de consentimento, relacionamento amoroso ou experiência sexual prévia da vítima.
Em um comentário forte, Adriana Araújo confrontou diretamente os magistrados, citando a realidade da violência sexual no país:
“Senhores desembargadores, vocês sabem, mas fizeram questão de ignorar o que as meninas vivem no Brasil. Esse país recordista de estupros registra um caso a cada seis minutos. Vocês sabem que, de cada dez vítimas, sete são menores de 14 anos”, declarou a jornalista.
A apresentadora ressaltou que a decisão abre um precedente perigoso ao validar o argumento de “afeto” em crimes contra vulneráveis, muitas vezes cometidos dentro do ambiente familiar sob silêncio e conivência.
Ao encerrar sua fala, a âncora direcionou uma acusação grave aos responsáveis pela absolvição:
“Na prática, o que vocês estão dizendo é: se o estuprador falar que tem afeto, está liberado estuprar todo dia. O criminoso já está livre. Quando surgir a próxima vítima, vocês deveriam ir para o banco dos réus.”


































































