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A oposição de Stauffenberg a Adolf Hitler começou a crescer após a Noite das Facas Longas e a Noite dos Cristais Quebrados.

Histórias

O homem que quase matou Hitler: a história de Stauffenberg e a Operação Valquíria

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O nome de Claus von Stauffenberg ficou gravado na história como o do homem que chegou mais perto de assassinar Adolf Hitler. Militar de carreira, aristocrata e católico, ele liderou a Operação Valquíria — o plano mais ousado para eliminar o ditador e abrir caminho para uma Alemanha livre do nazismo.

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Nascido em 15 de novembro de 1907, na Baviera, Stauffenberg vinha de uma das famílias mais antigas da nobreza alemã, com origens no século XIII. Sua formação militar começou em 1926, no 17º Regimento de Cavalaria, onde rapidamente se destacou pela inteligência, disciplina e capacidade de liderança.

A conspiração contra Hitler adaptou a Operação Valquíria para mobilizar o Exército da Reserva e assumir o controle do Terceiro Reich.

A transformação em conspirador

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Inicialmente, Stauffenberg viu com bons olhos a ascensão do Partido Nazista, acreditando que Hitler restauraria a grandeza da Alemanha. No entanto, episódios brutais como a Noite dos Longos Punhais (1934) — na qual o regime executou centenas de opositores — e a Noite dos Cristais Quebrados (1938) — o sangrento pogrom contra a população judeu-alemã — acenderam os primeiros alertas sobre o caráter criminoso do Terceiro Reich.

Claus von Stauffenberg comandou o atentado contra Adolf Hitler na tentativa de alterar o curso da Segunda Guerra Mundial.

A convivência com sua cunhada, Melitta von Stauffenberg, de ascendência judaica, e o horror diante das atrocidades cometidas pelas SS no front oriental aprofundaram sua rejeição ao nazismo. A derrota na Batalha de Stalingrado, em 1943, marcou o ponto de virada definitivo. Stauffenberg concluiu que, diante de um regime bárbaro, só restava uma escolha legítima: eliminar Hitler, mesmo sabendo que a ação significaria alta traição e sua própria morte.

O atentado de 20 de julho de 1944

Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg chegou ao quartel-general de Hitler, a “Toca do Lobo”, na Prússia Oriental, para uma reunião de estado-maior. Ele levava consigo uma pasta contendo duas cargas explosivas, mas só conseguiu armar o detonador de uma delas devido a uma interrupção inesperada.

Stauffenberg posicionou a maleta sob a mesa de reuniões, o mais próximo possível de Hitler, e ausentou-se alegando precisar atender a uma ligação urgente. Às 12h42, a bomba explodiu. O recinto foi completamente devastado: quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Convencido do sucesso do atentado, Stauffenberg partiu imediatamente para Berlim para desencadear o golpe militar da Operação Valquíria.

Nascido na Baviera, em 1907, Claus von Stauffenberg cresceu na nobreza alemã, origem que moldou seu profundo senso de dever e compromisso com a Alemanha.

No entanto, um detalhe fortuito alterou os rumos da história: um dos oficiais presentes havia movido a pasta para trás de um pé de madeira maciça da pesada mesa de carvalho. O suporte bloqueou o impacto direto da onda de choque. O ditador sofreu apenas ferimentos leves — queimaduras, escoriações e a perfuração do tímpano —, mas sobreviveu.

Execução e legado

Naquela mesma noite, a conspiração ruiu. Stauffenberg, seu ajudante Werner von Haeften e o general Friedrich Olbricht foram fuzilados no pátio do Ministério da Guerra, em Berlim. O general Ludwig Beck tentou o suicídio e, ao falhar, foi executado. Diante do pelotão de fuzilamento, Stauffenberg teria exclamado suas últimas palavras: “Viva a nossa sagrada Alemanha!”.

O atentado de 20 de julho foi a tentativa mais próxima de derrubar o regime nazista por dentro. Se tivesse prosperado, a Segunda Guerra Mundial poderia ter terminado meses antes, salvando milhões de vidas. A reação de Hitler foi implacável: cerca de 200 conspiradores foram executados e a resistência interna alemã foi dizimada.

A trajetória de Stauffenberg permanece como um lembrete histórico de que, mesmo sob os regimes mais sombrios, existiram aqueles que tiveram a coragem de erguer a voz — e pagar com a própria vida por isso.

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