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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal (PF) prendeu, na noite desta quarta-feira (12), o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, que estava foragido desde novembro do ano passado. Ele é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
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Lopes, que foi indiciado pela PF no mês passado, apresentou-se na Superintendência Regional da corporação em Brasília e será encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe. A Conafer é apontada pelos investigadores como peça central no esquema de filiações falsas e cobranças não autorizadas diretamente na folha de pagamento de beneficiários da autarquia.
Fraudes e indiciamentos
De acordo com o inquérito, o esquema consistia em descontar de aposentados e pensionistas valores mensais sob a justificativa de que teriam se associado a entidades representativas. Na realidade, as vítimas não haviam solicitado a filiação nem autorizado os abatimentos. Estima-se que as cobranças indevidas somem cerca de R$ 6,3 bilhões.
Em julho, a PF concluiu o primeiro relatório da Operação Sem Desconto, que resultou no indiciamento de 48 pessoas. Entre os apontados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto; o ex-procurador-geral do órgão, Virgílio de Oliveira Filho; o ex-diretor de benefícios da autarquia, André Fidelis; e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca.
Foragido e entrega
Em 17 de novembro, Lopes foi alvo de um mandado de prisão preventiva, mas não foi localizado e passou a ser considerado foragido pela Justiça. Na ocasião, a Conafer publicou uma nota negando a fuga e alegando que o presidente estava “em viagem em área de difícil acesso e com limitação de comunicação”.
No relatório final, a PF defendeu que o presidente da Conafer responda pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e reiterado, além de corrocção ativa majorada. O documento com os indiciamentos foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
A investigação teve início em 2023 pela Controladoria-Geral da União (CGU) na esfera administrativa. No ano seguinte, após o órgão identificar fortes indícios de práticas criminosas, a Polícia Federal foi formalmente acionada para abrir o inquérito penal.



















































































