🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) no Mercado Livre
🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quarta-feira (08) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Ronald Mendes, de 32 anos, na Zona Oeste da cidade, pelo assassinato de sua ex-companheira, Daniele Sanches, de 36. As investigações apontam que o crime, ocorrido em 29 de março deste ano, foi motivado por um interesse amoroso de Ronald pelo namorado da enteada, que na época tinha 16 anos e hoje tem 17. Após o assassinato, Ronald teria expulsado a enteada de casa.
Segundo a delegada Ellen Souto, que conduz as investigações, Ronald Mendes é um homem “extremamente manipulador”. “A partir da oitiva de todas as testemunhas da investigação, ficou destacado que o Ronald é um homem extremamente manipulador. Se aproximou da Daniele com o objetivo único de ter um filho e, ao longo dessa relação, mantinha relação com outras pessoas e inseriu um menor de idade na relação do casal, formando esse triângulo amoroso”, afirmou a delegada à imprensa local.
Daniele e Ronald iniciaram um relacionamento em 2019. Daniele já tinha filhos de um relacionamento anterior, que foram morar com o casal, e teve um filho com Ronald, hoje com 3 anos. A relação era marcada por brigas e relatos de agressão contra os enteados.
O adolescente em questão é um garoto que a filha adolescente de Daniele conheceu no carnaval de 2024. Os jovens começaram a namorar, e Ronald, ao ser apresentado ao rapaz, teria desenvolvido sentimentos por ele, convidando-o para morar com eles.
Testemunhas relataram à polícia que, a partir desse momento, as brigas entre Daniele e Ronald se intensificaram. Parentes contaram que Daniele frequentemente recebia ameaças de Ronald caso tentasse ir embora com o filho do casal.
A investigação apurou que, um mês antes de ser morta, Daniele saiu de casa com os filhos mais velhos e foi para a casa da mãe, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No entanto, ela teria comunicado a Ronald sua intenção de entrar na Justiça para obter a guarda do filho caçula. Foi então que, segundo a polícia, para “viver em família” com o namorado da enteada e com o filho que teve com Daniele, Ronald planejou o assassinato da ex-mulher.
A DDPA descobriu que Ronald enviou mensagens a Daniele, convidando-a para uma noite de sexo. Segundo a polícia, o vendedor já teria tramado a morte da vítima, usando o convite como pretexto para atraí-la.
Na noite do crime, Daniele comprou salgadinhos e levou uma garrafa de vinho para o encontro íntimo. Em seguida, o casal seguiu para uma área de mata em Santa Cruz. A investigação aponta que, quando a vítima já estava nua, Ronald a algemou e tentou degolá-la. No entanto, como a faca estava cega, de acordo com depoimento do próprio vendedor, ele a esfaqueou diversas vezes.
Ronald contou aos policiais que, após o crime, foi para casa, sujo de sangue, e pediu para que o namorado da enteada e um outro adolescente comprassem gasolina para queimar o corpo da mulher. Em seguida, Ronald disse que voltou ao local do crime e ateou fogo ao corpo de Daniele, admitindo aos policiais que retornou ao matagal outras três vezes para incinerar os restos mortais da ex-companheira.
O próprio Ronald levou os agentes da DDPA até onde estariam os restos mortais de Daniele. No local, a polícia encontrou uma ossada, que foi encaminhada para a perícia.
Após o assassinato, o adolescente relatou que Ronald passou a enviar mensagens para parentes e amigos de Daniele, se passando por ela e pedindo para que não a procurassem. O irmão da mulher estranhou o teor das mensagens, pois ela só mandava áudio. Depois de 40 dias, a família da vítima procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento.
O vendedor teria mostrado as imagens do crime para o adolescente que, com medo, deixou a residência onde morava com o homem e foi para a casa da mãe. Lá, a mãe estranhou as constantes mensagens enviadas por Ronald e questionou o jovem, que acabou revelando o que tinha acontecido.
Segundo a polícia, para se eximir da autoria do crime, Ronald alegou que o menor teria planejado a morte de Daniele, e que ambos executaram a vítima. Na semana passada, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra Ronald, que responderá por feminicídio.




















































