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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi até a sede do Partido Liberal, em Brasília, nesta quarta-feira (23), em meio à expectativa por uma nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode até incluir a decretação de sua prisão preventiva. Ele deixou sua residência no Jardim Botânico acompanhado do filho mais novo, o vereador Jair Renan (PL-SC).
Ao chegar à sede do partido, Bolsonaro foi abordado por jornalistas, mas evitou falar com a imprensa. “Vocês sabem que eu não posso falar”, limitou-se a dizer. A declaração reforça a posição adotada por sua defesa na véspera, quando informou ao STF que o ex-presidente permanecerá em silêncio até que a Corte esclareça os limites da proibição que pesa contra ele. “De toda forma, em sinal de respeito absoluto à decisão da Suprema Corte, o embargante [Bolsonaro] não fará qualquer manifestação até que haja o esclarecimento apontado nos presentes embargos”, afirmou a petição enviada ao Supremo.
Na segunda-feira (21), Moraes deu 24 horas para que a defesa explicasse a publicação de vídeos e fotos nas redes sociais com Bolsonaro exibindo a tornozeleira eletrônica e dando declarações, pouco depois de participar de uma reunião convocada pelo PL na Câmara dos Deputados. O ministro questionou se o ex-presidente teria violado a medida cautelar que o impede de usar redes sociais, direta ou indiretamente.
Em resposta, os advogados alegaram que “o embargante [Jair Bolsonaro] não postou, não acessou suas redes sociais e nem pediu para que terceiros o fizessem por si”. Eles também argumentaram que a decisão de Moraes não deixou claro se a proibição abrange entrevistas concedidas à imprensa, cujo conteúdo pode ser replicado em plataformas digitais por terceiros. “A fim de que não haja qualquer equívoco na compreensão da extensão pretendida pela medida cautelar imposta […] requer que a decisão seja esclarecida, a fim de precisar os exatos termos da proibição”, diz o documento.
Aliados do ex-presidente também estiveram na sede do PL nesta quarta, como o senador Magno Malta (PL-ES) e o líder da legenda na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Ao ser questionado sobre a articulação de parlamentares bolsonaristas para pressionar os Estados Unidos a revogar o visto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como ocorreu com ministros do STF, Magno Malta respondeu: “Eu acho que todo mundo que está violando a liberdade — que é um direito garantido pela Primeira Emenda nos Estados Unidos — ou tem cooperado com isso ou tem feito parte desse consórcio, juntamente com o Alexandre de Moraes, o Barroso, que vêm violando sistematicamente, vai junto”.
A decisão de Moraes sobre o futuro de Bolsonaro é aguardada ainda para esta quarta-feira.























































































