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A Polícia Civil deflagrou uma megaoperação na manhã desta quinta-feira (27) para desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma empresa de logística em Canoas (RS) para transportar drogas de pelo menos sete estados do Brasil para o Rio Grande do Sul.
Até a última atualização, 45 pessoas foram presas, incluindo o dono da transportadora e seu filho, que já estava cumprindo pena por outro crime.
💰 Prejuízo e Consórcio Criminiso
A operação, fruto de um ano de investigação, constatou que o grupo era responsável por grande parte da distribuição de maconha no RS. Mais de 5 toneladas do entorpecente foram apreendidas durante o período investigativo.
Os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Liedtke, responsáveis pela ação, revelaram que a organização tinha uma estrutura complexa, incluindo um “consórcio” entre criminosos:
“São alvos de prisão preventiva o líder, que pessoalmente coordena as operações logísticas e financeiras, bem como seus gerentes e laranjas, alguns assaltantes a banco, homicidas, e duas outras lideranças de primeiro e segundo escalão de duas organizações gaúchas, indicando consórcio na mercancia de drogas e dissimulação de recursos ilícitos.”
A Polícia Civil também identificou o recrutamento de indivíduos com antecedentes graves (tráfico, homicídios e roubos) para evitar a detecção pelos órgãos fiscalizadores.
💸 Bloqueio Milionário e Lavagem de Dinheiro
A ação busca cumprir 153 ordens judiciais em 15 municípios de sete estados (RS, SC, RJ, MG, RO, SP e BA).
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Valores Bloqueados: O total de valores bloqueados em contas bancárias chega a R$ 39.373.542,86.
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Ativos Sequestrados: Foram sequestrados imóveis e oito veículos de luxo, incluindo da marca Porsche, totalizando R$ 1,5 milhão em ativos.
Para ocultar a origem ilegal do dinheiro do tráfico, a organização comprava veículos de luxo, imóveis e empresas de fachada, além de usar contas de laranjas e remeter recursos para outros estados.
Um dado alarmante revelado pela investigação é a venda de laudos toxicológicos falsos para caminhoneiros que trabalhavam para a organização criminosa, evidenciando a corrupção nos processos de logística.