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O Brasil conta atualmente com 1.022.021 certificados ativos de CACs – caçadores, atiradores desportivos e colecionadores – que juntos somam 1,58 milhão de armas registradas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela Polícia Federal, que assumiu a fiscalização da categoria, anteriormente sob responsabilidade do Exército.
Segundo a PF, cerca de 30% dos CACs não possuem armas registradas em seu nome, sendo a maioria atiradores que utilizam armamento de clubes ou estandes de tiro sem manter propriedade própria.
Desde que passou a gerir a categoria, a corporação recebeu aproximadamente 690 mil requerimentos, com uma média de 130 mil processos por mês exclusivamente relacionados a CACs. Do total, 18% ainda aguardam análise e 2% apresentam pendências documentais.
Para lidar com o grande volume de demandas, a Polícia Federal pretende investir R$ 12 milhões nos próximos anos na modernização dos sistemas de gestão. O objetivo é automatizar cerca de 80% do fluxo processual, aumentando a capacidade operacional, reduzindo gargalos e reforçando o controle sobre os registros.
O levantamento também destacou o impacto financeiro da cobrança de taxas: desde a transferência da competência, foram arrecadados R$ 15 milhões. Atualmente, os recursos ainda são destinados ao Fundo do Exército, mas projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional estudam a possibilidade de redirecionamento para o Fundo da Polícia Federal.
Um desafio importante apontado pela PF é a renovação simultânea de cerca de 1,5 milhão de registros em julho de 2026. A corporação afirma que o planejamento da renovação priorizará a “qualidade na análise”, com verificação rigorosa da documentação e da regularidade dos solicitantes.