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O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou, nesta quarta-feira (24), a Superintendência da Polícia Federal, onde está detido desde novembro, para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. O procedimento foi indicado devido à persistência de dores e desconforto na região da virilha, segundo o relatório pericial da Polícia Federal.
Bolsonaro saiu da prisão por volta das 9h29, acompanhado de escolta policial, e acessará o hospital pela garagem, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente não falou com a imprensa no momento da saída.
A cirurgia, denominada herniorrafia inguinal convencional, consiste em reposicionar o conteúdo herniado de volta à cavidade abdominal. Durante a internação, também será realizado um bloqueio anestésico do nervo frênico, para auxiliar no controle de crises de soluço, conforme recomendação médica.
O laudo médico aponta que, embora exista tratamento conservador, a intervenção cirúrgica é recomendada quando a hérnia inguinal é detectada, devido à baixa mortalidade pós-operatória e à piora do quadro clínico de Bolsonaro, incluindo alterações no sono e na alimentação. A decisão da cirurgia levou em consideração a relação risco-benefício e a vontade do paciente.
O STF autorizou a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante, mas proibiu visitas dos filhos Flávio, Eduardo, Carlos e Jair Renan Bolsonaro. Também está vedado o uso de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico, exceto equipamentos médicos, sob supervisão da Polícia Federal.
Segundo a decisão de Moraes, a defesa deve marcar a data do procedimento e enviar informações ao Supremo para viabilizar a logística da liberação temporária. Após a cirurgia, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para parecer.