Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nesta segunda-feira (29/12) que a cirurgia de bloqueio do nervo frênico esquerdo realizada em Jair Bolsonaro (PL) foi finalizada. O procedimento, destinado a controlar as crises de soluço persistentes enfrentadas pelo ex-presidente, durou cerca de uma hora.
“Procedimento finalizado. Graças a Deus, agora aguardamos ele subir para o quarto”, escreveu Michelle Bolsonaro em suas redes sociais.
O bloqueio do nervo frênico consiste na aplicação de anestésico local próximo ao nervo responsável por estimular o diafragma, interrompendo temporariamente sua função. O objetivo é reduzir os soluços que não respondem a tratamentos convencionais. Segundo a equipe médica, o efeito do procedimento dura entre 12 e 18 horas.
No último sábado (27/12), Bolsonaro já havia sido submetido ao bloqueio do nervo frênico direito. Como os sintomas persistiram, a equipe médica decidiu realizar o procedimento no lado esquerdo. Segundo os médicos, não é recomendado bloquear os dois lados simultaneamente devido ao risco de complicações respiratórias, especialmente em pacientes com 70 anos e histórico de apneia do sono ou outras condições respiratórias.
O ex-presidente segue internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a véspera de Natal, quando passou por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. Após o bloqueio do nervo frênico esquerdo, ele permanecerá em observação, com acompanhamento da frequência cardíaca, oxigenação do sangue e demais cuidados de reabilitação, incluindo fisioterapia e prevenção de trombose venosa.
De acordo com o cirurgião geral Claudio Birolini, a expectativa de internação permanece entre cinco e sete dias. “Após a realização do procedimento na segunda-feira, mais 48 horas pelo menos, se estiver tudo em ordem, provavelmente recebe alta hospitalar”, explicou.
O bloqueio do nervo frênico é considerado uma medida terapêutica temporária e não um tratamento definitivo. Ele é indicado para casos graves de soluço persistente, mas pode apresentar riscos, como queda de saturação e necessidade de ventilação assistida. A equipe médica continua estudando alternativas para controlar as crises de soluço de Bolsonaro.