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A Polícia Federal (PF) instaurou nesta quarta-feira (28/1) um inquérito para investigar a possível contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master e criticar o Banco Central (BC) nas redes sociais, após a liquidação da instituição financeira, ocorrida em novembro do ano passado.
A investigação é conduzida pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) e tramita sob sigilo. Segundo a PF, a apuração teve início após a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificar um volume atípico de publicações nas redes sociais relacionadas à liquidação do Master.
Após análise preliminar, a PF concluiu que existem indícios da prática de crimes e decidiu abrir formalmente o inquérito. A investigação avaliará se as publicações configuraram desinformação orquestrada e remunerada, o que caracteriza crime, e se houve tentativa de interferência na instrução do processo do caso Master.
De acordo com a legislação brasileira, o crime de obstrução de Justiça ocorre quando alguém “impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa”, com pena de três a oito anos de reclusão, além de multa.
A abertura do inquérito foi autorizada pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. A PF analisou preliminarmente as postagens e identificou possíveis indícios de crime, solicitando autorização ao STF para aprofundar a investigação sobre uma ação orquestrada contra o BC.
O caso ganhou repercussão após os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelarem que receberam propostas para publicar conteúdos em defesa do Banco Master e que questionassem as ações do Banco Central. A intenção era difundir vídeos que reverberassem a posição do Master e colocassem em xeque decisões da autoridade monetária.
A liquidação do Banco Master ocorreu após investigações apontarem um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN). No dia 21 de janeiro, o Banco Central também liquidou a Will Financeira, conhecida como Will Bank, pertencente ao mesmo conglomerado.