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A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal prenderam, nesta sexta-feira (30), o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Ele é o principal investigado pela agressão brutal contra um adolescente de 17 anos em Vicente Pires, motivada por uma discussão banal envolvendo um chiclete. A vítima, identificada como Rodrigo, sofreu traumatismo craniano e parada cardíaca, permanecendo em coma há uma semana.
A prisão preventiva foi efetuada na casa da mãe do investigado. Durante a operação, agentes da 38ª DP também realizaram buscas na residência de Pedro, em Águas Claras, onde apreenderam celulares, facas e um soco inglês — objeto que, segundo o delegado Pablo Aguiar, era utilizado pelo jovem para amedrontar terceiros.
O incidente ocorreu na última sexta-feira (23). Segundo as investigações, o desentendimento começou após o piloto jogar um chiclete em direção a um amigo; a vítima teria feito um comentário que desagradou Pedro, que desceu do carro e iniciou as agressões. Pedro chegou a ser preso no dia seguinte, mas havia obtido liberdade provisória.
Contudo, a polícia revelou um histórico de agressividade do piloto, com outras três investigações em curso apenas em 2025:
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Junho: Denunciado por obrigar uma adolescente a ingerir vodca contra a vontade em uma festa.
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Julho: Investigado por vias de fato e constrangimento ilegal contra outro indivíduo.
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Agosto (dia 28): Acusado de lesão corporal em uma praça em Águas Claras.
Em coletiva de imprensa realizada pouco antes da prisão ser confirmada, o fisioterapeuta Flavio Henrique Torminn Fleury, tio de Rodrigo, descreveu o drama vivido pela família. “Minha irmã e meu cunhado não sabem o que é dormir mais. A família parou para essa situação”, afirmou.
Flavio descreveu o sobrinho como um jovem vaidoso e atleta apaixonado por futebol. “Eu fico imaginando: e quando ele acordar e se olhar no espelho? Isso dói muito”, lamentou o familiar. Rodrigo segue internado em estado gravíssimo e o prognóstico médico é delicado.
A defesa de Pedro Arthur Turra Basso ainda não se manifestou oficialmente sobre a prisão preventiva. O espaço segue aberto para o posicionamento dos advogados.