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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (12), a Operação Narciso contra uma rede com atuação interestadual e transnacional envolvida na fabricação clandestina, falsificação, adulteração e venda de anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos.
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Foram expedidos 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 32 milhões, o sequestro de veículos de luxo, o fechamento de 13 estabelecimentos e laboratórios, além da derrubada de 22 perfis em redes sociais que eram utilizados para divulgar as substâncias e atrair clientes.
Estrutura do esquema
As ações ocorreram em diferentes regiões do país. Segundo a PCDF, o Distrito Federal concentrava parte das estruturas de fabricação e armazenamento, além de academias associadas à divulgação e uma gráfica usada para produzir as embalagens falsificadas. Pontos de apoio também foram identificados em Goiás, Paraíba, Paraná, Acre e Minas Gerais.
A corporação informou que três dos principais líderes do esquema — todos brasileiros que estavam foragidos — foram presos em Ciudad del Este, no Paraguai. A captura foi resultado de uma força-tarefa entre a PCDF, a Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR) e a Polícia Nacional do Paraguai.
Compartilhamento de estrutura entre quatro grupos
A investigação avançou após a apreensão e análise do celular de um dos investigados. O histórico de mensagens ajudou a revelar o funcionamento da organização e a identificar os diferentes núcleos envolvidos.
“Essa investigação busca identificar os integrantes de quatro núcleos de grandes organizações criminosas especializadas em laboratórios clandestinos de medicação e anabolizantes. Esses laboratórios são piratas. Eles adulteram essas mercadorias, importam esses insumos do Paraguai de forma clandestina e, a partir daí, fabricam em fundo de quintal”, detalhou o delegado Rodrigo Carbone, da Divisão de Defesa do Consumidor (Decon).
A corporação informou que a estética dos medicamentos era planejada para convencer os consumidores. As embalagens recebiam nomes em línguas estrangeiras, bandeiras de outros países e identidades visuais que simulavam produtos importados de laboratórios reconhecidos.
A rede também contava com o apoio de profissionais de diferentes áreas. Nutricionistas, treinadores, designers e veterinários participavam de etapas que iam desde a produção visual dos materiais e obtenção de receitas até a recomendação direta aos clientes.
Lavagem de dinheiro
Para movimentar os recursos e dificultar o rastreamento, a organização criou uma estrutura financeira em camadas. Segundo a PCDF, doleiros operavam transferências entre integrantes do grupo e a principal fornecedora, localizada na região de Foz do Iguaçu, utilizando contas de terceiros e empresas de fachada.
“Temos um número grande de doleiros que atuam na fronteira e, muitas vezes, ajudam na transferência desses valores por intermédio da modalidade conhecida como ‘dólar-cabo’, ou o que eles chamam de ‘dinheiro voador’”, explicou Carbone.
Os pagamentos dos consumidores eram direcionados para contas de parentes dos investigados e para diferentes chaves Pix. A investigação identificou ainda o uso de contas em casas de apostas virtuais e plataformas de jogos de quota fixa para ocultar e converter os valores obtidos ilegalmente.

















































































