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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal aponta que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi “destinatário de pagamentos” efetuados por um empresário que buscava contratos milionários com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e com a Dataprev, estatal de tecnologia do governo federal. A informação foi divulgada pelo Estadão.
As investigações, que apuram suspeitas de tráfico de influência, revelam que o empresário Cleber Ribas de Oliveira repassou pelo menos R$ 2,5 milhões à lobista Roberta Luchsinger entre março de 2024 e dezembro de 2025. Em contrapartida, ela teria intermediado os interesses de Ribas junto a órgãos públicos, incluindo a Dataprev, e agendado reuniões com agentes governamentais.
As mensagens e os pagamentos
Diálogos obtidos a partir da quebra de sigilo telemático de Roberta Luchsinger mostram que ela cobrava pagamentos de Ribas afirmando que os recursos custeariam despesas de Lulinha.
Em uma mensagem de setembro de 2023, a lobista disse ao empresário: “E me avisa lá tb do pagamento do Fábio q ele me perguntou pq ele vai viajar”. Em outro diálogo, Lulinha pede diretamente a emissão de uma nota fiscal para o empresário: “Emite a NF pro Cleber”.
Em agosto de 2025, Roberta perguntou a Cleber sobre o pagamento de um intermediário chamado “Freitas” e afirmou: “Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio, aí vai pagar com o dinheiro do Freitas”.
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A PF identificou ainda que Lulinha participou de encontros com agentes públicos para articular demandas de Ribas. Além disso, a corporação cita conversas em que o filho do presidente demonstra preocupação com a falta de caixa e afirma não ter “origem” financeira comprovada para bancar viagens.
“Cuida das minhas finanças”
Em 4 de maio de 2024, ao planejar uma viagem para a África, Lulinha perguntou a Roberta: “A gente tem grana pra bancar essas coisas? Vc q cuida das minhas finanças”. Em outra ocasião, ao tratar de uma ida a Genebra, na Suíça, ele afirmou: “Não tenho nem dim dim nem origem pra isso”.
A PF concluiu que Lulinha utilizava a estrutura da lobista para bancar despesas pessoais.
Contratos com o governo
Meses após as trocas de mensagens, a empresa de Cleber Ribas, a 3Structure, celebrou contratos de R$ 14,4 milhões e R$ 19,2 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
A PF instaurou três inquéritos envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger: um para apurar suspeitas na Dataprev, outro focado no Ministério da Saúde e um terceiro sobre outras repartições públicas.
O outro lado
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que ele não tem “nenhum detalhe” sobre negociações comerciais ligadas às viagens e assegurou que as despesas foram pagas por ele mesmo: “O Fábio viaja, paga as próprias contas, tem condições de fazer isso e o fez”, declarou.
A defesa de Cleber Ribas afirmou que nem o empresário nem sua empresa mantêm ou mantiveram contratos com a Dataprev, e negou a existência de relação comercial com Lulinha.
















































































