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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em atuação conjunta com os presidentes das 27 seccionais estaduais, protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (9) para afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, do caso que investiga a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Motivos do pedido
A OAB argumenta que Gonet foi pessoalmente intimado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a prestar esclarecimentos sobre a apuração referente à Polícia Federal e, por isso, não possui a imparcialidade necessária para atuar como fiscal da lei na mesma investigação. O procurador-geral é citado no relatório da PF que veio a público com as mensagens entre Moraes e Vorcaro; segundo o documento, o ex-banqueiro teria financiado uma viagem do filho de Gonet a Londres em meados de 2025, e registros indicam diálogos entre o PGR e Vorcaro por intermédio do advogado Ciro Soares.
Para preservar a neutralidade processual, a petição sugere que a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo seja conduzida pelo vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand.
Comissão especial e próximos passos
A entidade também instituiu uma comissão especial — composta pela Diretoria do Conselho Federal e por presidentes de seccionais — para examinar os documentos sigilosos do STF e elaborar um parecer detalhado sobre a crise institucional. O documento final será submetido à votação do Conselho Pleno da OAB, que definirá os próximos passos judiciais. A manifestação atual não menciona pedidos diretos de impeachment.
Acesso a documentos e pedido de arquivamento
Na mesma petição, a OAB requer acesso integral aos autos, relatórios e elementos de prova da Petição 16.704 (que centraliza os desdobramentos da crise no STF), além de materiais vinculados à Petição 16.662 e ao Inquérito 4.781, conhecido como o inquérito das fake news, cujo arquivamento também foi formalmente solicitado pela entidade. A ordem ainda pede a apuração de eventuais infrações penais cometidas por autoridades de qualquer Poder, sem distinção de cargo.
“A repercussão dos acontecimentos ultrapassa os interesses individuais das autoridades diretamente envolvidas. A matéria alcança o funcionamento do sistema de Justiça, a Polícia Federal, a advocacia e a percepção social acerca das instituições responsáveis pela aplicação da Constituição”, destaca o documento protocolado. Em nota, a OAB reforçou que a iniciativa não busca interferir no trabalho investigativo nem expor dados protegidos por sigilo legal.



















































































