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🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm júri federal em San Francisco decidiu, nesta quarta-feira (3), que a Alphabet, controladora do Google, deverá pagar US$ 425 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) por violar a privacidade de milhões de usuários. A empresa foi considerada responsável por coletar dados mesmo quando o recurso de rastreamento “Atividade da Web e de Apps” estava desativado nas contas.
A ação coletiva, movida em julho de 2020, acusava o Google de continuar acessando informações pessoais por meio de aplicativos parceiros, como Uber, Venmo e Instagram, durante um período de oito anos. O processo representou cerca de 98 milhões de usuários e 174 milhões de dispositivos.
Os autores da ação pediam mais de US$ 31 bilhões em indenizações, mas o júri considerou o Google culpado em apenas duas das três acusações de violação de privacidade. A corte concluiu que a empresa não agiu com “má-fé”, o que excluiu a possibilidade de indenizações punitivas adicionais.
Um porta-voz do Google confirmou a decisão, mas a companhia manteve a posição de que não cometeu irregularidades. Durante o julgamento, a defesa argumentou que os dados coletados eram “não pessoais, pseudonimizados, armazenados em locais separados, seguros e criptografados”, sem associação direta às contas ou identidades dos usuários.
O juiz federal Richard Seeborg certificou o caso como ação coletiva, ampliando seu alcance nacional. A condenação se soma a outros processos enfrentados pela gigante de tecnologia. No início de 2024, a empresa fechou um acordo de US$ 1,4 bilhão com o estado do Texas, após acusações de violações de leis de privacidade locais. Já em abril, o Google concordou em destruir bilhões de registros de navegação privada para encerrar uma ação que alegava rastreamento indevido de usuários no modo “anônimo”.




















































