Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. A NASA revelou nesta quarta-feira (19) novas imagens de alta resolução do 3I/ATLAS, um objeto interestelar de tamanho comparável ao de Manhattan que tem despertado grande interesse na comunidade científica mundial. As fotos, registradas por diversas missões da agência entre setembro e meados de outubro, mostram um pequeno núcleo luminoso envolto por uma tênue nuvem de gás e poeira, a cerca de 305 milhões de quilômetros da Terra, viajando a impressionantes 246 mil km/h. A espaçonave Lucy, da NASA, registrou o 3I/ATLAS círculo em vermelho, exibindo um halo difuso de gás e poeira e uma cauda se estendendo para a direita. Créditos: NASA/Goddard/SwRI/JHU-APL. Tom Statler, cientista-chefe da NASA para pequenos corpos do sistema solar, explicou à CNN que o trabalho envolveu múltiplas perspectivas. “É como se nossas espaçonaves estivessem em um estádio de beisebol, cada uma em um ponto diferente, tentando fotografar a mesma bola. Nenhuma tem a visão perfeita, e cada uma usa uma câmera diferente”, comparou.
A missão Psyche foi a primeira a registrar imagens detalhadas do 3I/ATLAS, capturadas entre os dias 8 e 9 de setembro, a 53 milhões de quilômetros de distância. Os registros mostraram com clareza a coma — a nuvem difusa que envolve o núcleo do cometa. Dias depois, a missão Lucy somou novos ângulos, obtidos a quase 386 milhões de quilômetros da Terra, permitindo uma análise ainda mais precisa da cauda e da dispersão de poeira. O cometa interestelar 3I/ATLAS cruza o espaço com uma cauda luminosa, cercado por diversas estrelas que deixam rastros. Outras missões também participaram do esforço conjunto. O orbitador Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e o rover Perseverance monitoraram o objeto enquanto ele passava próximo a Marte em outubro. Ao todo, quase 20 equipes de diferentes missões contribuíram para a coleta das imagens.
Segundo Nicky Fox, administradora associada do Diretório de Missões Científicas da NASA, essa diversidade de instrumentos foi essencial. “Tudo o que estamos aprendendo sobre o cometa só é possível graças à variedade de capacidades das nossas espaçonaves. Estamos levando nossos instrumentos além dos limites previstos, para capturar esse vislumbre extraordinário de um viajante interestelar.”
Ilustração da trajetória do cometa 3I/ATLAS e de sua observação por missões da ESA. Créditos: ESA. A divulgação das imagens sofreu atraso por conta da paralisação temporária do governo dos Estados Unidos.
Descoberto em julho, o 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar já identificado no sistema solar, reacendendo debates sobre sua origem e natureza. Apesar de especulações nas redes sociais sobre uma possível origem artificial, a NASA reforça que não há indícios de tecnologia. Uma imagem composta em ultravioleta mostrando átomos de hidrogênio ao redor do 3I/ATLAS. Créditos: NASA/Goddard/LASP/CU Boulder. “Ele parece e se comporta como um cometa, e todas as evidências apontam para isso”, afirmou Amit Kshatriya, administrador associado da agência. “Mas o fato de vir de fora do sistema solar o torna fascinante, empolgante e cientificamente muito importante.”
O ponto de maior aproximação do 3I/ATLAS com a Terra deve ocorrer em 19 de dezembro, quando o objeto passará a cerca de 268 milhões de quilômetros do planeta. A expectativa é que essa janela ofereça aos cientistas novas oportunidades para compreender a composição e a trajetória desse raro visitante cósmico.
O 3I/ATLAS fará sua maior aproximação da Terra em 19 de dezembro. via REUTERS. Telegram: [link do Telegram]
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