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A Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagraram nesta terça-feira (9) operações coordenadas contra uma complexa organização criminosa internacional suspeita de envolvimento em fraudes financeiras e lavagem de dinheiro, utilizando principalmente criptomoedas. O grupo teria feito 62 mil vítimas em todo o Brasil.
O grupo, alvo da Operação Krypto Laundry da PF, teria lucrado impressionantes R$ 3,8 bilhões com o esquema, que operava há pelo menos cinco anos e possuía ramificações na Espanha.
Atuação e Bloqueio de Bens
A PF, através da Delegacia de Crimes Fazendários (Delefaz) no Distrito Federal, cumpriu um total de 24 mandados de busca e apreensão e nove prisões preventivas no Distrito Federal, Pará e na Espanha (com cooperação internacional). Até a última atualização, oito pessoas haviam sido presas (seis no DF e duas na Espanha).
Simultaneamente, a Polícia Civil de São Paulo executa uma operação separada, cumprindo 12 mandados de busca e 12 de prisão temporária nas cidades de Campinas, Hortolândia e em São Paulo, contra uma organização criminosa com similaridade de atuação.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 685 milhões em contas bancárias e o sequestro de propriedades urbanas e rurais, incluindo diversos empreendimentos comerciais.
O esquema atingiu um total de 45 pessoas físicas e jurídicas, envolvidas em crimes como:
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Crimes financeiros
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Lavagem de dinheiro
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Organização criminosa
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Falsidade ideológica
Ligação com o “Faraó das Pirâmides”
A Operação Krypto Laundry é um desdobramento da Operação Kriptos, deflagrada em 2021 no Rio de Janeiro. Segundo a PF, parte das movimentações rastreadas tem conexão direta com operadores já investigados no esquema comandado por Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó das Pirâmides” e considerado o maior articulador de pirâmides financeiras com criptomoedas do país.
Esta é a primeira operação que, oficialmente, identifica derivações do esquema de Glaidson (GAS Consultoria) para Brasília, operando com grande volume financeiro e expansão por meio de dezenas de empresas de fachada destinadas a ocultar patrimônio através da aquisição de imóveis e veículos.