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Essas são as condições definidas por Israel para o fim do conflito em Gaza

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Em um novo avanço em sua estratégia militar e política na Faixa de Gaza, o governo de Israel estabeleceu nesta sexta-feira (8) os termos que, segundo o Executivo, permitiriam encerrar o atual conflito com o grupo Hamas. Durante uma sessão do Gabinete de Segurança, foram aprovados princípios mínimos para um eventual cessar-fogo e um plano militar focado na ocupação da Cidade de Gaza, um dos últimos redutos do grupo islamista no território palestino.

As decisões ocorrem em um momento crítico do conflito, tanto no campo militar quanto no diplomático. As autoridades israelenses reafirmam que a derrota total do Hamas e a recuperação dos reféns são objetivos inegociáveis, enquanto debates internos aumentam sobre a viabilidade e as consequências humanitárias de uma ocupação mais ampla da região.

Os princípios aprovados pelo governo, com base em proposta da chefia do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, incluem:

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  • Desarmamento do Hamas;

  • Retorno de todos os reféns, vivos ou mortos;

  • Desmilitarização da Faixa de Gaza;

  • Controle de segurança israelense sobre Gaza;

  • Estabelecimento de uma administração civil que não seja nem o Hamas nem a Autoridade Palestina.

Segundo o comunicado oficial, a maioria dos ministros do Gabinete de Segurança rejeitou um plano alternativo por considerá-lo incapaz de derrotar o Hamas e garantir o retorno dos reféns.

Horas antes da aprovação do plano, Netanyahu declarou que Israel não pretende governar Gaza. “Queremos entregar o controle para forças árabes que governem adequadamente, sem nos ameaçar, garantindo uma vida digna para os gazatíes; isso não é possível com o Hamas”, afirmou.

Na mesma reunião, o gabinete aprovou o plano militar apresentado por Netanyahu para que as Forças de Defesa de Israel (FDI) avancem na ocupação da Cidade de Gaza, localizada no norte da Faixa de Gaza. O governo confirmou que as tropas israelenses se prepararão para a ofensiva, comprometendo-se a garantir ajuda humanitária para civis fora das áreas de combate.

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Atualmente, Israel contabiliza cerca de 50 reféns mantidos pelo Hamas, dos quais acredita que aproximadamente 20 ainda estejam vivos. A libertação dessas pessoas, junto à destruição da capacidade militar do grupo, está no centro dos princípios aprovados pelo governo.

Fontes israelenses indicam que o plano alternativo, rejeitado pelo Gabinete, foi proposto pelo chefe do Estado-Maior das FDI, Eyal Zamir, que se opõe à ocupação total da Faixa, alertando para o risco de um desastre humanitário e para a segurança dos reféns.

O comunicado do governo menciona especificamente a Cidade de Gaza e não trata da ocupação total da Faixa. Na quinta-feira (7), contudo, Netanyahu afirmou que seu objetivo era o controle integral do território. A cidade representa cerca de 25% da área ainda não dominada pelas tropas israelenses, junto com vários campos de refugiados localizados no centro da Faixa.

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Ainda não está claro se as demais áreas não controladas serão alvo de futuras operações. O foco na Cidade de Gaza indica que o avanço militar será gradual.

A Cidade de Gaza, onde vivem cerca de 800 mil pessoas, é um dos últimos bastiões do Hamas e possui alta densidade populacional. A ocupação pode reduzir drasticamente o espaço habitável para os 2 milhões de habitantes da Faixa e deve intensificar os desafios humanitários e operacionais nas próximas semanas.

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