sexta-feira, 14 de maio de 2021

CNC prevê aumento de 3,8% nas vendas para o Dia das Mães

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O Dia das Mães, considerado pelo varejo nacional o Natal do primeiro semestre, deve registrar aumento real, descontada a inflação, de 3,8% no volume de vendas, em comparação a 2018, o que significa movimentação financeira da ordem de R$ 9,7 bilhões. A estimativa foi divulgada hoje (2), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, destacou que esse é o terceiro ano consecutivo de alta do faturamento do varejo brasileiro no Dia das Mães. “Desde que a crise [econômica] acabou, em 2016 e início de 2017, as vendas para o Dia das Mães vêm crescendo. É uma data importante para o comércio; é o Natal do primeiro semestre”.

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Fabio Bentes disse que, como se trata de uma data grande, acaba movimentando também um pouco a demanda por trabalhadores. “Como a expectativa de vendas é de alta, a contratação tende a crescer um pouco mais que no ano passado”.

A CNC espera a contratação de 22,1 mil trabalhadores temporários no varejo do Brasil todo. No Dia das Mães de 2018, foram abertas 21 mil vagas. O salário médio de admissão deve ficar em cerca de R$ 1.262, ou 4% acima do valor médio pago na mesma data comemorativa do ano passado.

Efetivação

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Já a taxa de efetivação, segundo Fabio Bentes, deverá ser baixa. “Historicamente, o varejo costuma efetivar entre 5% a 6% dos trabalhadores temporários depois do Dia das Mães. Este ano, esse percentual não deve chegar a 5%”. O motivo ainda é o elevado grau de incerteza em relação ao consumo no restante do ano, principalmente em razão do mercado de trabalho, “que é quem dá o ritmo do consumo, o ritmo das vendas no varejo”.

Segundo o economista-chefe da CNC, o dólar não ajudou as vendas do comércio para o Dia das Mães. Comparando com igual período do ano passado, a moeda norte-americana ficou 7% mais cara. Em uma situação de maior sustentabilidade e crescimento mais forte da economia, o varejo conseguiria passar essa alta do dólar para os preços, disse Bentes. Como a economia ainda está fraca, os comerciantes terão dificuldades de repassar este ano.

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Levantamento efetuado pela CNC desde 2015, no começo da crise, até abril de 2019, apurou que em todos os anos o preço de uma cesta média de bens e serviços tem crescido menos do que a inflação medida pelo Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA-15), que é um reflexo dessa fragilidade da recuperação do consumo. “Não tem espaço para o varejo repassar a alta aos preços do Dia das Mães”. Enquanto a inflação acumulada em 12 meses encerrados em abril de 2019 subiu 3,9%, os itens do Dia das Mães evoluíram 3,5%.

Moderação

De acordo com a pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisa e Análises (IFec/RJ), o empresariado fluminense espera expansão discreta nas vendas no próximo Dia das Mães, considerado a segunda data mais importante do comércio. O faturamento das vendas deverá registrar alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os pedidos aos fornecedores caíram 6,7% em relação ao Dia das Mães de 2018.

Realizada entre os dias 22 e 25 de abril, com participação de 305 empresários do varejo do estado do Rio de Janeiro, a pesquisa constatou que para 70,6% dos empresários consultados, não há necessidade de contratar funcionários para o período, contra 6,5% que disseram já ter contratado mão de obra temporária. Outros 22,9% afirmaram não ter feito ainda nenhuma contratação.

*Com Agência Brasil

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