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O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (17) em forte alta, avançando 1,09% e sendo cotado a R$ 5,522. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,485, na mínima, e R$ 5,531, na máxima, marcando o quarto pregão consecutivo de valorização.
O movimento reflete uma maior demanda por dólares no mercado doméstico, em um dia marcado por aversão ao risco no exterior e saída de recursos de países emergentes. Operadores também apontam para ajustes de posição típicos do fim de ano como fator de pressão sobre a moeda.
A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) acompanhou o clima negativo. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, registrava queda de 0,96% às 17h12. Investidores buscaram proteção na moeda norte-americana diante da volatilidade nos mercados globais e da cautela com o cenário macroeconômico.
No ambiente interno, incertezas fiscais e políticas continuaram a limitar o apetite por ativos brasileiros. Apesar da manutenção de juros elevados, que vinha sustentando o real nas sessões anteriores, o mercado reagiu com cautela.
O cenário eleitoral também contribuiu para a oscilação. A queda do Ibovespa se intensificou após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que mostra o presidente Lula bem posicionado na disputa eleitoral, à frente de seus adversários de direita e vencendo qualquer um deles em simulações de segundo turno.