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O dólar encerrou esta segunda-feira (12) em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3719, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 0,13%, aos 163.150 pontos.
O movimento no câmbio e na bolsa refletiu a crescente tensão entre a Casa Branca e o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump voltou a criticar publicamente o presidente da instituição, Jerome Powell, chegando a ameaçar indiciá-lo por declarações feitas ao Congresso sobre um projeto de reforma de um edifício. Para Trump, as falas de Powell serviriam como “pretexto” para limitar a influência política sobre a definição das taxas de juros, enquanto o dirigente do Fed afirmou que não cederá à pressão.
“Com a incerteza sobre a independência do Fed e o futuro da política de juros nos EUA, os investidores buscaram proteção no dólar, elevando a cotação da moeda frente ao real”, disse um analista de mercado. A tensão também afetou as bolsas americanas, com índices como Nasdaq e S&P 500 operando no vermelho, influenciando o humor na B3.
No Brasil, o mercado acompanhou a divulgação do Boletim Focus, que reduziu a projeção de inflação para 2026 de 4,06% para 4,05%. As estimativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram estáveis em 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. Além disso, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, se reuniu com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e diretores da autoridade monetária para tratar do impasse envolvendo o Banco Master, reforçando a atenção do mercado à agenda doméstica.
Apesar das informações locais, o noticiário internacional dominou o movimento desta segunda, pressionando a bolsa brasileira e sustentando a alta do dólar. Segundo especialistas, a cautela fiscal e o foco nos indicadores econômicos internos ainda não foram suficientes para neutralizar os efeitos da instabilidade global.