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O mercado financeiro brasileiro operou sob cautela nesta terça-feira (13). O Ibovespa, principal índice da B3, registrou queda de 0,71% por volta das 17h, situando-se nos 162.068 pontos. No câmbio, o dólar comercial fechou com uma valorização marginal de 0,06%, cotado a R$ 5,3753.
A dinâmica do dia foi ditada majoritariamente pelo cenário internacional, dada a ausência de indicadores econômicos de peso na agenda doméstica.
O “Fator Trump” e o Comércio Brasileiro
O grande catalisador de incerteza foi o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% a qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã. A medida tem aplicação imediata e coloca o Brasil em sinal de alerta. Em 2025, as importações brasileiras provenientes do país persa somaram US$ 84,5 milhões (cerca de R$ 454,3 milhões), o que pode gerar atritos comerciais com Washington.
Além das tarifas, o mercado monitora o embate institucional entre a Casa Branca e o Federal Reserve (Fed). Em um movimento raro, dirigentes dos principais bancos centrais do mundo publicaram uma nota conjunta em apoio a Jerome Powell, presidente do Fed, que vem sofrendo ameaças de retaliação criminal por parte da administração Trump.
Inflação Americana dentro do esperado
No front macroeconômico, os EUA divulgaram dados de inflação que vieram em linha com o esperado, mas que mantêm a pressão sobre os juros:
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CPI (Inflação ao Consumidor): Alta de 0,3% em dezembro.
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Acumulado de 12 meses: 2,7%, repetindo o índice de novembro.
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Mercado Imobiliário: As vendas de casas unifamiliares recuaram 0,1% em outubro, embora apresentem um crescimento robusto de 18,7% na comparação anual.
Avanço da Reforma Tributária no Brasil
Enquanto os investidores olhavam para o exterior, o cenário institucional doméstico teve um marco importante. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
O ato ocorreu durante o lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária, ferramenta essencial para a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Apesar da relevância estrutural da medida, o otimismo interno foi ofuscado pelo pessimismo vindo das bolsas globais.