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O Ministério da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira (15), o relatório Prisma Fiscal, que revela um aumento no pessimismo dos agentes financeiros em relação às contas públicas de 2026. A mediana das projeções para o deficit primário subiu de R$ 72,1 bilhões (estimados em dezembro) para R$ 72,4 bilhões.
Os números do mercado contrastam fortemente com as diretrizes do governo. A meta fiscal para 2026 estabelece um superavit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB), enquanto o Orçamento aprovado prevê um saldo positivo ligeiramente maior, de R$ 34,5 bilhões.
O Desafio da Meta
A regra fiscal permite uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual. Isso significa que o resultado mínimo aceitável para o governo é de 0% do PIB (equilíbrio fiscal). No entanto, com a projeção de um rombo superior a R$ 72 bilhões, o mercado indica que o governo poderá ter dificuldades para atingir até mesmo o limite inferior da meta.
Deficit Nominal e Juros
Quando são incluídos os gastos com o pagamento de juros da dívida pública, os números são ainda mais expressivos, embora tenham apresentado uma leve melhora nas estimativas:
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Deficit Nominal 2026: A projeção caiu de R$ 1,09 trilhão para R$ 1,04 trilhão.
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Deficit Primário 2027: Economistas reduziram a previsão de R$ 54,9 bilhões para R$ 52,0 bilhões.
Dívida Pública em Ascensão
A trajetória do endividamento brasileiro segue como ponto de atenção para os investidores. Os analistas mantiveram a projeção da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em 83,70% do PIB para este ano. Para efeito de comparação, o último dado oficial disponível (novembro) apontava o endividamento em 79%. Para 2027, a expectativa é que a dívida alcance 87% do PIB.
Tabela: Projeções Prisma Fiscal vs. Metas Oficiais (2026)
| Indicador | Meta/Orçamento do Governo | Projeção do Mercado (Prisma) |
| Resultado Primário | + R$ 34,5 bilhões (Superavit) | – R$ 72,4 bilhões (Deficit) |
| Banda de Tolerância | 0% do PIB (Mínimo) | Fora do intervalo previsto |
| Deficit Nominal | — | R$ 1,040 trilhão |
| Dívida Pública (DBGG) | — | 83,70% do PIB |