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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ator e diretor Gracindo Júnior morreu nesta quarta-feira (2), aos 83 anos. A notícia foi confirmada pelo ator Leonardo Brício, amigo do artista, em publicação nas redes sociais. A causa da morte não foi revelada.
Brício afirmou que estava presente no momento do falecimento. “Quis Deus que eu estivesse ao lado dos seus filhos de sangue e sua esposa nesse exato momento”, escreveu. O velório ocorrerá na sexta-feira (4), a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro. A cremação está marcada para as 14h10 do mesmo dia. Gracindo Júnior morava em Visconde de Mauá (RJ), com a esposa, Daisy Poli.
Carreira
Epaminondas Xavier Gracindo, o Gracindo Júnior, começou no rádio ainda adolescente. Fez teste na Rádio Nacional em 1959, aos 15 anos, e atuou como ator, redator e disc-jóquei na emissora. Filho do ator Paulo Gracindo (1911-1995), chegou a cursar psicologia, mas não exerceu a profissão.
Militante do Partido Comunista, foi cassado pela ditadura militar em 1964 e ficou impedido de trabalhar na rádio. Naquele período, já tinha passagens por emissoras como TV Rio, TV Excelsior e TV Tupi.
Na Globo
Gracindo Júnior integrou o elenco inicial da TV Globo. “Eu entrei no início da TV Globo. Ela estreia em abril de 1965, em dezembro de 1964 eu já estava contratado”, contou em depoimento ao Memória Globo em 2001. Participou de novelas da primeira fase da emissora, como “Rosinha do Sobrado” (1965), “Padre Tião” (1966), “A Rainha Louca” (1967), “A Próxima Atração” (1970), “Os Ossos do Barão” (1973), “O Bem-Amado” (1973) e “Supermanoela” (1974).
“O Casarão” e relação com o pai
O primeiro grande papel do ator veio em 1976, quando interpretou o pintor João Maciel na novela “O Casarão”, de Lauro César Muniz. A trama alternava períodos e colocou pai e filho como versões jovem e idosa do mesmo personagem. No mesmo ano, estreou como diretor de teatro com a peça “A Longa Noite de Cristal”, de Oduvaldo Vianna Filho.
Em 1980, escreveu e encenou a peça “Paulo Gracindo, Meu Pai”, em homenagem aos 50 anos de carreira do pai. Dirigiu ainda as duas últimas peças em que Paulo Gracindo atuou: “Num Lago Dourado” (1991) e “A História é uma História” (1993).
Direção e TV Manchete
De volta ao Brasil após passagem por Portugal, assumiu em 1978 a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. Dirigiu “Memórias de Amor” e “Marron-Glacé” e, em 1983, assumiu a direção de “Os Trapalhões”. No início da década de 1980, também foi um dos diretores e apresentador dos primeiros clipes musicais exibidos no “Fantástico”.
Em 1984, foi para a TV Manchete e interpretou Dom Pedro I em “A Marquesa de Santos”. Dois anos depois, voltou a trabalhar com Maitê Proença em “Dona Beija”.
Retorno à Globo e trabalhos posteriores
O retorno à Globo incluiu atuações e direção em diversos projetos. Esteve na minissérie “Tenda dos Milagres” (1985), foi Creonte em “Mandala” (1987) e participou de novelas como “O Salvador da Pátria” (1989), “Araponga” (1990), “Rainha da Sucata” (1990), “Deus nos Acuda” (1992), “Explode Coração” (1995) e “Anjo de Mim” (1996).
Nos anos 2000, atuou em “Esplendor” (2000), “Aquarela do Brasil” e “Celebridade” (2003), onde interpretou Ubaldo Quintela, personagem que tinha passado 15 anos preso. Em 2004, participou de “Como uma Onda”.
A partir de 2006, atuou em produções da Record, como “Cidadão Brasileiro”, “Poder Paralelo” (2009) e a minissérie “Rei Davi” (2012).
Teatro e cinema
Manteve uma rotina intensa no teatro, com mais de 20 peças como ator, produtor ou diretor. No cinema, participou de filmes como “Os Homens que eu Tive” (1973), “Os Trapalhões na Serra Pelada” (1982), “Floresta das Esmeraldas” (1985), “Primo Basílio” (2006) e “Segurança Nacional” (2010). Seu último trabalho foi o filme “A Queda”, gravado em 2022.
























































































